Não faltam exemplos de automóveis que, independentemente da quantidade de equipamentos e acessórios, têm em comum o fato de serem “tu-nados” e com a “cara” de seus proprietários.
O Corsa Classic 2004 do jauense Gustavo Vicente Penedo, 21 anos, é um exemplo de personalização “leve”. Fã de carros desde criança, o jovem, depois de muito sacrifício e trabalho diário, comprou o automóvel zero para ser o seu meio de transporte do dia-a-dia e, especialmente, para tuná-lo.
E ele não perdeu tempo nesse objetivo. Por fora, o veículo ganhou novos pára-choques dianteiro e traseiro, saias laterais, rodas aro 14, capô preto fosco, aerofólio e contorno fumê nas lanternas traseiras. Já no interior, o jovem instalou tapetes de alumínio, volante, pedaleiras e manopla de câmbio esportivos, neon e fez pinturas especiais prata na coluna de direção, painel e console central e azul nas entradas de ar, coifa do câmbio, reguladores dos retrovisores externos e em pontos do console. Apesar da personal-ização já ter lhe rendido diversos títulos de “tuning”, ele não pretende parar por aí, pois deseja equipar o carro ainda mais. “Além de trocar os bancos e o som, quero novas rodas e turbinar o motor. Mas isso é algo que a gente vai fazendo conforme as possibilidades, pois o ‘tuning’ é algo caro de fazer”, considera Penedo.
Já o Gol do comerciante bauruense Kássio Jarbas Moura, 27 anos, é um digno representante do estilo “tuning pesado” e um colecionador de títulos. O carro já soma quase 30 campeonatos de personalização vencidos, muitos na categoria “show car” e um deles no dB Drag Racing Master, um dos mais importantes do País realizado ano passado na Capital paulista, a “Meca” do “tuning” brasileiro.
Mas tantas consagrações não foram por acaso. Por fora, o “Golzinho” conta com rodas esportivas cromadas aro 17, adesivagem completa da carroceria, retrovisores com piscas semelhantes a modelos Mercedes, lanternas traseiras de cristal, “angel eyes” nos faróis dianteiros, ponteiras cromadas de escapamento, aerofólio, grade “colméia”, capô com ressalto, colunas de neon, de quase 10 metros, embaixo do automóvel. Destaque especial, ainda, para a ausência de maçanetas - as portas abrem-se quando o alarme é desativado ou o carro é desligado.
O “show” continua no interior com três telas de DVD - uma no console e duas nos encostos dos bancos -, video-game Playstation 2, bancos de couro do Audi A3, painel transparente, botões de aviões de caça no console para acender, entre outros, os “angel eyes”, o neon e os faróis de milha, pedaleiras, manopla de câmbio e volante esportivos, extintor cromado, e um potente conjunto sonoro no porta-malas composto por dois módulos de potência e alto-falantes de 12 polegadas. Já o motor a álcool ganhou um turbo e, depois de amanhã, Kássio começa o processo de “radi-calização” do “tuning” em seu carro: vai modificar a suspensão, que já está um pouco rebaixada, por uma a ar. “E ainda quero colocar nitro”, revela o comerciante, que faz questão de agradecer seus parceiros na transformação do Gol. “Principalmente o Vitor, André, Juliano, Luizinho, Keta, Fernando, Paulinho, Gustavo, Salvador e Paulo.”