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Banespa x Minas: sai hoje o campeão

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Belo Horizonte - Quer saber o que significa ser campeão da Superliga Masculina de Vôlei? Pergunte a Ezinho, ponta do Minas, detentor de três títulos da competição, ou a Alberto, meio-de-rede do Banespa, que tem dois. Nenhum outro jogador das respectivas equipes ganhou mais do que eles.

Hoje, às 9h45, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), onde será definida a medalha de ouro da edição 04/05, só um deles acrescentará mais uma ao currículo.

Para se ter uma idéia da dificuldade que é vencer uma Superliga, e da importância deste jogo, que terá transmissão ao vivo da TV Globo, do canal Sportv e da TV Cultura, o experiente capitão e campeão olímpico Nalbert, do Banespa, ainda busca este troféu, um dos poucos que não têm em sua vasta galeria.

Ezinho, 26 anos e 1,90m, foi tricampeão da Superliga defendendo o mesmo Minas, nas temporadas 99/00, 00/01 e 01/02. Ele lembra bem da máquina de jogar vôlei que a equipe mineira montou.

“No primeiro título, o time contava com André Nascimento, Rafinha, Henrique, Douglas Cordeiro... No ano do bicampeonato, o clube trouxe Giba e ainda tinha Carlão, Maurício... No tri, saiu o Giba, mas chegou o Dante”, disse.

Aliás, este jogo foi citado por Ezinho como o mais marcante de sua carreira. “Aquela final contra o mesmo Banespa estava no tie-break. Era match point, fui para o saque e fiz o ponto do título em um ace. O Mineirinho veio abaixo. Foi o jogo mais emocionante de toda minha vida ”, conta ele, cheio de orgulho.

Outro orgulhoso, mas por ser bicampeão da Superliga, é Alberto, do Banepa. Aliás, ele ganhou seus dois títulos ao lado de Ezinho, no Minas. “Esses dois títulos foram no início da minha carreira no adulto. É bom demais, apesar de só agora estar jogando efetivamente”, diz Alberto.

Nalbert

O capitão do vôlei brasileiro, campeão mundial e olímpico, se despede hoje das quadras. Nalbert, aos 31 anos, afirma que “nem nos melhores sonhos de moleque” pediu tanto ou imaginou que chegaria tão longe. “A Seleção adulta era tão distante quando cheguei à Seleção infanto-juvenil...”

Um ano e meio depois estava no time principal para o melhor ciclo olímpico da história, entre 2001 e 2004. “Viajar, falar outra língua, fazer amizades, vencer... O vôlei é uma bênção que Deus me deu.” Nalbert acha que a braçadeira de capitão deve ser passada ao levantador Ricardinho.

Nalbert defende o Banespa hoje, contra o Minas, no quinto e último jogo da série final da Superliga Masculina, buscando um título que ainda não tem, o de campeão brasileiro.

“Achei divertido jogar nesse time, com os moleques. Mas não dá para comparar a Superliga com o Campeonato Italiano. Os sete primeiros times poderiam chegar à final. Quase perdemos da Unisul nas quartas-de-final. Foi uma temporada de trabalho, claro, mas também de curtição”, avalia o capitão.

Nalbert estava no Macerata, da Itália, até antes dos Jogos de Atenas, em 2004. Decidiu voltar ao Brasil para reorganizar a vida. Agora, quer ir para o vôlei de areia, ficar mais perto da família, da mãe, Dilce, dos irmãos Márcio e Maria Beatriz, do cunhado, dos sobrinhos, dos amigos - não tem namorada.

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