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Expansão do setor depende de estabilidade de regras

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Associação Nacional da Previdência Privada (Anapp), Osvaldo Nascimento, está satisfeito com o crescimento do setor, mas afirma que a sua continuidade depende da manutenção da estabilidade das regras pelo governo federal.

“Recentemente, o mercado brasileiro teve um importante avanço ao estabelecer novas regras de tributação que privilegiam o poupador que deixa seus recursos por períodos mais prolongados. Esse será um fator importante para garantir o crescimento do mercado”, diz.

Ele acredita que o setor ainda passará por dois grandes desafios: construir um canal de comunicação eficiente para o público ter todos os elementos e fazer a escolha de seus planos de forma adequada e fortalecer os processos de regulamentação, de modo a conferir maior estabilidade de regras e confiança no sistema.

“Esse último aspecto é muito importante e merece maior detalhamento. Sem dúvida, o mercado avançou consideravelmente no que se refere à proteção do investidor e é possível apontar que o sistema brasileiro é avançado neste ponto, até mesmo se comparado aos seus similares internacionais, como o sistema de previdência complementar dos Estados Unidos e da Espanha”, complementa.

Para Nascimento, a relação direta entre a crise da previdência social e a expansão da previdência privada reside no fato de que as pessoas estão mais preocupadas em relação à manutenção de seus padrões de vida no futuro e a previdência complementar será o instrumento para que não haja uma redução da qualidade de vida da população.

“Todos os dias chegam notícias de escândalos envolvendo fraudes no sistema de previdência social, além do fato de o déficit previdenciário não ceder, mesmo com as recentes reformas implementadas pelo governo”, observa.

O presidente da Anapp afirma que há um risco até mesmo de, com as novas reformas, o benefício da previdência social ser ainda mais achatado e as pessoas não conseguirem manter o padrão que mantinham enquanto trabalhavam.

“Essa é a principal razão de todos recorrerem à previdência privada como forma de complementação de renda. Por isso, reforço, a preocupação com o arcabouço regulatório e com os mecanismos de proteção do investidor são muito importantes.”

Ele destaca ainda que a atual gestão do governo federal tem privilegiado a previdência complementar como instrumento formador de poupança de longo prazo. “As modificações introduzidas neste ano à respeito das mudanças no regime de tributação são a prova inequívoca de que o governo considera a previdência complementar, e não a poupança, como o instrumento ideal de acumulação de recursos para o longo prazo.”

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