Política

PSDB rebate críticas de Mercadante

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

As críticas do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), feitas na última sexta-feira durante sua visita a Ibitinga, causaram reações imediatas por parte dos tucanos. O deputado estadual Edson Aparecido (PSDB) afirmou ontem que o PT está tentando antecipar, desnecessariamente, o debate em torno do processo eleitoral de 2006.

“O senador deveria estar preocupado em ajudar São Paulo, reduzindo a carga tributária que inviabiliza tornar os nossos produtos mais competitivos. Ele precisa se dedicar mais aos interesses do Estado, ao invés de se preocupar apenas com os do partido”, declara o deputado, que é líder do governo Alckmin na Assembléia Legislativa paulista.

Mercadante é pré-candidato ao governo de São Paulo e participou em Ibitinga do congresso de renovação da direção estadual do Sindicato dos Energéticos (Sinergia). Em seu discurso, atacou as privatizações e os investimentos em segurança pública promovidos pelos tucanos ao longo da última década.

“Nós fizemos um ajuste que melhorou a saúde financeira do Estado. Também universalizamos o ensino fundamental, colocando 100% das crianças de 7 a 14 anos na escola. Além disso, colocamos São Paulo em um quadro de estradas comparado apenas com as rodovias da Europa e dos Estados Unidos”, rebate o deputado.

Para Aparecido, o governo do PSDB acertou ao privatizar empresas do setor elétrico. “Foram investidos cerca de R$ 800 milhões por ano, o que transformou a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) na terceira maior geradora do País. Vendemos a empresa com US$ 10 bilhões de dívidas e hoje esse valor é de R$ 10 milhões”, argumenta.

O tucano também sustenta que a criminalidade tem diminuido no Estado. “Aplicamos R$ 7 bilhões em segurança pública e todos os indicadores têm melhorado. Nós temos cerca de 50% da população carcerária do País, mas recebemos apenas 13% do total de repasses do Fundo Nacional de Segurança”, comenta.

Aparecido sugere que Mercadante preste mais atenção nas ações do governo federal. “O PT não cumpre o que prometeu. O partido apenas deu prosseguimento a uma política econômica que era do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB)”, declara.

Ele acredita que as declarações do senador não contribuem em nada para a sua pré-candidatura. “Na campanha da Marta Suplicy, ele criticou o governo estadual e nós ganhamos a eleição”, recorda, referindo-se à derrota da ex-prefeita para o candidato do PSDB, José Serra.

Mercadante é um dos nomes mais cotados do PT para disputar a sucessão estadual pelo partido. Outros pré-candidatos são Marta Suplicy e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha.

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