Economia & Negócios

Confiança investe R$ 1 mi para reabrir

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O supermercado Confiança Max reabre no próximo dia 12 totalmente reformulado. O diretor-presidente do grupo, Jad Zogheib, revela que a reforma da loja consumiu R$ 1 milhão de investimentos diretos da empresa, mais o valor do seguro que cobre a reposição de estoque, obras e equipamentos danificados pelo incêndio ocorrido no dia 29 de março, no depósito da loja. O valor do seguro não foi informado. Zogheib ressalta que os clientes serão recepcionados com uma agenda promocional. “Estamos recebendo muita ajuda de empresas e fornecedores com grandes promoções.”

Localizada num dos pontos mais nobres da avenida Getúlio Vargas, a loja que teve o depósito destruído pelo fogo exigiu que a estrutura do teto fosse refeita. Então, a direção da empresa decidiu investir no supermercado ao constatar que a obra consumiria cerca de 30 dias. Com isso, a loja foi totalmente modificada.

Zogheib prefere falar do incêndio na perspectiva das melhorias que foram implementadas no supermercado. “Em que momento nós teríamos a oportunidade de mexer numa loja como essa? A responsabilidade sempre cresce. Nós tivemos grandes ameaças de concorrentes vindo. Esse (incêndio) também foi outra ameaça. E sempre surgiram oportunidades com essas ameaças.”

Acelerado

O ritmo das obras no local é rápido e mistura o pessoal de acabamento com o trabalho de funcionários. A responsável pelo setor de padaria, Cristiane Polles, trabalhou ontem na instalação do maquinário da sessão. “Vai ficar melhor”, comemora.

A padaria é apenas uma das sessões que foram totalmente remodeladas. Zogheib destaca que o layout da loja é a única coisa que não será modificada. Para ele, o cliente está acostumado com as mercadorias distribuídas de uma forma que não será alterada. “O cliente que era Max teve que freqüentar outro supermercado e perdeu a referência”, justifica.

Entretanto, a reforma inclui inovações na loja Max realizadas em tempo recorde e com a mobilização de mais de 1.000 profissionais de todas as áreas. “O novo Max é o pós-incêndio. Uma maneira de deixar (a unidade) ainda mais atualizada.” Os 6 mil metros quadrados de área, incluindo o estacionamento coberto, vão passar por total repaginação. O depósito de 1.200 metros quadrados, atingido pelas chamas, foi completamente reformulado.

Zogheib cita que na área interna a parte elétrica é nova, houve a troca de iluminação e todo o sistema de ar-condicionado foi refeito. Em toda a extensão da loja o revestimento do piso é de paviflex branco com desenhos. As gôndolas de mercadorias são novas, assim como a bateria de caixas, que agora ganha monitores novos e leitoras ópticas de 180 graus. O ambiente interno conta ainda com lanchonete e o novo espaço de gastronomia de massas. A padaria da loja foi toda remodelada e a área de recreação para as crianças ganha um telão de 200 polegadas.

Na parte externa, as mudanças dão uma nova cara à fachada do prédio. Os jardins foram reconstruídos e o estacionamento lateral ganhou novo acesso. Zogheib destaca que um telão de 200 polegadas instalado na área externa da loja estará promovendo os produtos.

Para a reinauguração, haverá uma semana de festa na loja, com música e outras atrações. No dia anterior à abertura, os fornecedores, Corpo de Bombeiros, as empresas que ajudaram na contenção do incêndio, convidados e imprensa vão participar de uma apresentação do que é a nova loja Max do Confiança.

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Mobilização

A tarde do dia 29 do mês de março deste ano entrou para a história não apenas do grupo Confiança. A cidade parou para acompanhar e ajudar no combate às chamas que destruíram o depósito de mercadorias do supermercado. Enquanto 200 homens lutavam para dominar o incêndio, pelo menos 4 mil pessoas observavam de longe a luta travada na rua Luso-Brasileira.

Foram mobilizados policiais militares, Corpo de Bombeiros, defesa civil, funcionários e voluntários de Bauru e região.

As chamas começaram a destruir o depósito por volta das 15h e, sete horas depois, foram apagadas. Após 15 dias, um laudo da Polícia Científica apontou que o incêndio foi acidental. A perícia descartou a possibilidade de causa criminosa.

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