Polícia

Furtos e roubos de carros já somam 156

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 4 min

Nos primeiros quatro meses deste ano, 156 veículos foram furtados ou roubados em Bauru. De maneira geral, o número é praticamente o mesmo registrado no ano passado, entre os meses de janeiro e abril, quando 157 veículos foram alvo de criminosos na cidade. Os dados foram divulgados pela Delegacia Seccional da Polícia Civil de Bauru.

Apesar da oscilação mínima na estatística geral, houve uma diferença considerável nos roubos de veículos. Em 2004, registrados 13 crimes dessa natureza, enquanto nesse ano o total subiu para 20, um aumento de 53,84%. No que diz respeito a furto, a queda de um período para o outro foi de 5,55%. A média é de 1,13 furtos por dia.

O delegado seccional em exercício, José Jorge Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), explica que o destino da maioria dos veículos furtados em Bauru é o desmonte. “Os mais visados são os modelos fora de linha, como Fusca, Passat e Opala. Deles são retiradas as peças para a comercialização”, ressalta.

Os automóveis mais novos, com data de fabricação de 2003 para frente, são furtados, na maioria das vezes, para clonagem ou “exportação”, ou seja, para serem levados para fora do País. Mas essa não é uma modalidade muito comum na cidade, segundo o delegado.

O capitão Flávio Jun Kitazume, comandante da 3.ª Companhia da Polícia Militar (PM) de Bauru, faz análise semelhante. “Os alvos dos marginais são os veículos mais velhos”, destaca.

Deixar o carro estacionado em locais de grande aglomeração de veículos também é um chamariz para os bandidos. Tanto o delegado quanto o capitão da PM frisam que esses lugares são os mais atrativos para os ladrões. “A região central e a zona sul têm destaque na estatística de furtos de veículos”, destaca Cardia.

O policial militar lembra que os locais próximos às universidades também possuem grande incidência desse tipo de crime, justamente pela alta concentração de veículos. “Os bandidos especializados nesse tipo de crime são rápidos e ágeis. Eles levam o veículo sem que ninguém perceba”, ressalta.

Já com relação aos roubos, Cardia diz que normalmente eles ocorrem paralelamente a outra modalidade criminosa: o roubo a residências. “Ao invadir uma casa para roubar, os bandidos costumam levar também o carro da pessoa, que é onde carregam os objetos subtraídos da vítima.”

Buscas

Os boletins de ocorrência das ações praticadas contra o patrimônio - no caso, os veículos - geralmente são encaminhados para a DIG, setor da polícia que investiga os crimes de autoria desconhecida.

De acordo com Cardia, quando o carro ou moto é furtado para uso do bandido, o período médio de localização do veículo é de 24 a 48 horas. Já quando o destino do produto é o desmonte, leva mais tempo. “Aí temos de fazer buscas em oficinas e em locais suspeitos”, destaca.

Ao localizar o veículo, é preciso dar baixa no sistema da polícia, para que o veículo deixe de constar como procurado.

Cardia diz que a polícia civil sempre realiza operações visando combater esse tipo de crime, o que inclui fiscalizações em oficinas credenciadas e buscas a locais suspeitos.

De acordo com a estatística, foram recuperados este ano 108 veículos desaparecidos, um número pouco menor do que no ano passado, quando esse total foi de 110.

O capitão Kitazume ressalta que a PM também realiza campanhas esporádicas com o objetivo de coibir esse tipo de criminalidade, principalmente nos pontos de maior incidência dos furtos e roubos. “A idéia é prevenir esse crime, ou seja, evitar que o veículo seja levado”, frisa.

Mas nem sempre isso é possível. Quando recebem a informação de uma ocorrência dessa natureza, segundo o capitão, a PM entra em ação com o seu serviço de inteligência e com fiscalizações imediatas em locais suspeitos.

Ele salienta que os proprietários de veículos podem colaborar com essa prevenção dificultando a ação dos bandidos. “Colocar dispositivos de proteção como travas e alarme é uma maneira de coibir a ação criminosa”, salienta.

Cardia recomenda ainda que as pessoas evitem deixar o carro parado em local ermo. “Se tiver guardador de carro nas imediações, procure identificá-lo. Também é bom evitar deixar objetos de valor no interior do veículo, que é um chamariz para o criminoso”, destaca.

Comentários

Comentários