Polícia

Proprietários arcam com susto e prejuízos

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Fazia apenas quatro dias que o vendedor João (nome fictício) tinha adquirido o seu Uno 98. Era um sábado à tarde. Ele saiu do trabalho e foi em casa trocar de roupa para ir jogar futebol com os amigos. Nesse intervalo, que segundo ele, não durou mais que 20 minutos, o carro desapareceu. “Foi inacreditavelmente rápido. Achei até que era brincadeira de alguém”, destaca.

João, que preferiu não revelar seu nome verdadeiro, conta que a primeira coisa que veio à sua cabeça é que poderia ter deixado o carro aberto e, para assustá-lo, seu primo teria tirado o veículo do local. “Liguei para ele (o primo) e ele disse que não tinha nem passado perto de casa. Aí me dei conta que havia sido roubado.”

O carro do vendedor foi encontrado no dia seguinte por moradores do Parque Vista Alegre. Pensando ter se recuperado do susto inicial, João sofreu um grande impacto ao avistar o veículo. Do Uno só havia restado o chassi e a lataria. “Levaram tudo, depenaram o carro inteiro”, ressalta.

Isso foi há cinco meses. De lá para cá, ele está tentando remontar o carro, comprando peça por peça. “Tem horas que eu penso que o melhor seria que nem tivesse encontrado o carro. O prejuízo foi enorme”, frisa.

Além de ter que pagar pelo financiamento de R$ 4,5 mil que havia feito para adquirir o Uno, João está gastando cerca de R$ 5 mil para recuperá-lo. “Fora os R$ 4,5 mil que eu tinha dado de entrada no carro.”

Já a professora Andréia (nome fictício) teve mais sorte. O carro dela foi furtado no Jardim Brasil e encontrado, horas depois, na rodovia Marechal Rondon, próximo ao trevo da Vila Santa Luzia.

O que ajudou nessa rápida localização foi, em primeiro lugar, um dispositivo que travava o carro um minuto depois de acionado, além da disposição e da coragem dela e do marido na busca pelo veículo. “Nós fizemos o boletim de ocorrência e começamos a rodar atrás do carro, imaginando que o bandido não podia ter ido muito longe.”

Andréia diz que a sensação do furto permanece ainda durante muito tempo com a vítima. “A gente fica com uma má impressão do carro, com receio de sair com ele na rua novamente”, destaca.

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