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Exames de leishmaniose geram dúvidas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Aceitar a possibilidade de ter um cão contaminado por leishmaniose pode ser tão difícil quanto compreender a especificidade e a sensibilidade dos exames realizados para fechar diagnóstico da doença. O teste mais indicado para cada caso depende das peculiaridades do animal, situação que deve ser avaliada pelo dono e veterinário, alerta Patrícia Neves Batina, proprietária do laboratório Laborcare e médica veterinária.

“O resultado tem de ser analisado junto com a clínica do animal. Acho interessante fazer mais de um exame, procedimento adotado pelo município (Centro de Controle de Zooneses). O importante é saber a característica de cada um”, diz Batina. Antes de confirmar a infecção de leishmaniose em qualquer cão, o Instituto Adopho Lutz realiza dois tipos de exames, a partir das amostras de sangue coletadas e encaminhadas pelo CCZ de Bauru.

Conforme o JC publicou ontem, a doença só é confirmada quando os resultados coincidem. Nos dois testes - um denominado Elisa e, o outro, imunofluorescência - são analisadas células específicas de defesa do cão no combate à leishmaniose, explica Batina. De acordo com ela, a citologia aspirativa também está entre os testes utilizados para investigar a doença.

Neste caso, o gânglio do cão é puncionado e o material analisado. O mecanismo é adotado porque o protozoário atinge preferencialmente o fígado, baço, gânglios e a medula óssea, esclarece a veterinária. “Já o PCR (outro tipo de teste) vai procurar uma seqüência do DNA da leishmânia. Pode ser (analisado) sangue, gânglio e medula óssea”, conclui Batina. Ela admite a possibilidade de qualquer um deles apresentar resultado inconclusivo, dependendo da fase de contágio do animal.

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