Leonardo de Brito

Em Confiança


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SURRA DE BOLA

O São Paulo deu a sua contribuição para aumentar a crise no Corinthians. Com uma grande atuação, o Tricolor atropelou o Timão por 5 a 1 no Pacaembu, conquistando sua primeira vitória neste Campeonato Brasileiro. Foi uma das maiores goleadas na história do confronto entre os ferrenhos rivais. A goleada marcou a estréia do técnico Paulo Autuori no São Paulo, e deve culminar com a demissão do técnico corintiano Daniel Passarella. Inconformado com o resultado, torcedores corintianos invadiram o campo para protestar contra o argentino e Roger, que respondeu com gestos de “banana”. Na arquibancada, a torcida entrou em conflito com a polícia militar. Após a derrota para o Figueirense, quarta-feira, a pressão sobre os jogadores para um bom desempenho no Brasileirão aumentou, pois a Copa do Brasil era o caminho mais curto para a Copa Libertadores em 2006, principal objetivo do grupo de investimentos MSI. O clássico era de risco para o Corinthians e não poderia começar de forma mais conturbada. Antes mesmo da bola rolar, a torcida alvinegra fez um protesto e pediu a saída de Passarella, cantando: “Ai que bom seria, se o Passarella voltasse para a Argentina”. Para piorar, o São Paulo, imune a crise no rival, cumpriu seu objetivo com extrema eficiência e construiu uma vantagem de 3 a 0 com apenas 15 minutos.

JOGO RUIM

Num jogo muito truncado, com dez cartões amarelos e dois vermelhos, o Coritiba venceu o Palmeiras com justiça no Couto Pereira. O limitado Coxa Branca aproveitou uma falha individual do adversário para fazer o único gol da partida.

PRESENTE

Compadecido com o fato do Brasiliense ter perdido o único ponto no Brasileirão na última semana, o Atlético-MG foi lento e presenteou o Jacaré com a primeira vitória na competição. No Mineirão, André Luís marcou contra e decretou a vitória por 1 a 0 do time de Luiz Estevão.

VOANDO BAIXO

Kimi Raikkonen conquistou a sua primeira vitória na temporada deste ano da Fórmula 1, ao liderar o Grande Prêmio da Espanha de ponta a ponta, enquanto a McLaren confirmou sua boa fase. O espanhol Fernando Alonso ficou ‘apenas’ em segundo lugar, mas segue disparado na liderança do Mundial, com 44 pontos. Já o alemão Michael Schumacher, que abandonou o GP, vai ficando cada vez mais longe do sonho de conquistar o octacampeonato. Foi a primeira corrida de 2005 que a Renault - equipe de Alonso - não venceu. O italiano Jarno Trulli, da Toyota, foi o terceiro e permaneceu na vice-liderança, a 18 pontos de Alonso. Rubens Barrichello, que largou no fim do pelotão por causa de uma punição pela troca do motor de sua Ferrari, terminou em nono lugar. Ontem, dia em que atingiu 200 corridas disputadas na F-1, o piloto brasileiro completou uma marca negativa na carreira. Pela primeira vez desde que chegou à Ferrari, em 2000, Rubinho deixou de pontuar em quatro corridas seguidas. Antes do nono lugar em Barcelona, Rubens Barrichello havia abandonado os GPs da Malásia e de San Marino e ficado também na nona posição no Bahrein.

DEFINIÇÕES

O Sertãozinho venceu o Olimpia, no campo do adversário, e se garantiu na A-2 em 2006. Pior para o Rio Preto, que mesmo derrotando o líder Bandeirante caiu para a Série A3. Os outros rebaixados, lembramos, são: Matonense, Flamengo de Guarulhos e Francana. Mas apesar da derrota em São José do Rio Preto, o Bandeirante se classificou, na companhia do Comercial. Mirassol, do Luís Carlos Martins, e Araçatuba, do Vítor Hugo, devem ficar com as outras vagas.

VITÓRIA SOFRIDA MAS BEM MERECIDA

No grupo 2, avançaram São Bento, Juventus e Bragantino. A quarta vaga está entre Noroeste e Taubaté. Mas para a felicidade da nação alvirrubra, ninguém segura mais o Norusca, que só depende de suas forças para avançar na Série A2. E vai sacramentar a vaga domingo, no Vale do Paraíba, contra um Guaratinguetá que apenas cumprirá a tabela, porque não se classificará e nem será rebaixado. Os alvirrubros foram demais na difícil e dura partida de ontem à noite, que teve um público espetacular. Não houve brilho técnico, como era esperado, porque foi uma decisão, um confronto direto pela vaga, mas a equipe comandada por Paulinho Comelli foi determinada, teve uma garra incomum e personalidade de sobra. Uma vitória sofrida, mas justa, emocionante. Pena que Gileno tenha se machucado, porque vinha sendo a maior figura em campo. Gostei também dos laterais Cacá e Marcelo Santos. Gilmar Fubá e Luís Carlos não repetiram as belas atuações anteriores, enquanto Sinval, embora não fazendo gol, provou que é eficiente por demais. Jorge Henrique, o garotão que fez o gol de falta, soltando um pombo sem asa, sabe das coisas.

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