Esportes

Série A2: Bela e dramática vitória do Norusca

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

Em sua arrancada para a classificação, o Noroeste venceu o Nacional por 3 a 1, ontem à noite. Foi uma bela mas dramática vitória do Alvirrubro, a terceira seguida, diante quase oito mil pessoas que fizeram uma grande festa no Estádio Alfredo de Castilho.

O Noroeste manteve a quarta colocação do grupo 2, agora com 29 pontos e continua dependendo apenas de si para disputar um dos quadrangulares decisivos do Campeonato Paulista da Série A2. O Taubaté, em quarto lugar com 27 pontos, também briga pela vaga, enquanto o Nacional, em sexto com 26, não tem mais chances de se classificar.

Domingo, pela última rodada da primeira fase classificatória, o Noroeste avançará se vencer o Guaratinguetá, sem depender do resultado do jogo entre Taubaté e Bragantino, também no Vale do Paraíba.

A partida de ontem em Bauru foi dura, bem disputada, sem muito brilho técnico mas com muita garra e determinação das duas equipes. Afinal, foi ‘jogo decisivo’, confronto direto pela vaga.

Nos primeiros cinco minutos o time visitante encurralou o da casa, e numa das investidas, Nilson quase marcou. Livre de marcação, o atacante nacionalista aproveitou um cruzamento e cabeceou raspando o travessão.

Aos poucos o Noroeste conseguiu sair do sufoco e começou a equilibrar o jogo. Dai em diante começou a brilhar a estrela de Gileno, que após fazer duas belas jogadas sofreu pênalti. O atacante passou por um adversário, invadiu a área e foi derrubado por Nilton. O próprio Gileno cobrou a penalidade e abriu o placar aos 10 minutos.

Mas o Nacional, marcando sob pressão e atacando em velocidade, ameaçou com real perigo duas vezes. Aos 12', Renato Carioca ao tentar sair jogando, perdeu a bola para Miel, que penetrou livre e chutou forte, obrigando Maurício fazer defesa milagrosa.

Os alvirrubros também criaram chances, mas não foram felizes nas finalizações. Aos 35', numa enfiada de bola de Sinval, Gileno ficou cara-a-cara com o goleiro, chutou entre dois zagueiros. Carlão evitou gol certo. Outro bom momento do Norusca foi aos 43'. Luciano Bebê faz ótimo lançamento para Gileno, que invadiu a área, mas perdeu a dividida para o goleiro. Em seguida, Gileno, que vinha sendo o melhor do jogo, deixou o campo contundido, sendo substituido por Buiu.

Os dois times voltaram para o segundo tempo com mais disposição ainda. O Noroeste acertou a marcação e o Nacional continuou não dando espaço ao adversário, que empatou a partida aos 11 minutos. Nonô cobrou falta do bico esquerdo da área com um chute rasteiro e Nilson desviou para as redes, fazendo 1 a 1.

Aos 18', Nilson quase ampliou para o Nacional, ao acertar o pé da trave. O jogo estava cada vez mais dramático, quando o Norusca conseguiu o segundo gol. O estreiante Jorge Henrique, que acabava de substituir Luís Carlos, desempatou na primeira vez que tocou na bola. Cobrando falta pela direita, o jovem meia encobriu a barreira e fez 2 a 1 aos 21'.

Sete minutos depois, num lance polêmico, Jorge Henrique soltou outro pombo sem asa mas o gol foi anulado. O árbitro alegou que Jorge Henrique tocou duas vezes na bola. Luciano Bebê havia tocado, mas antes do árbitro autorizar a cobrança da falta.

Os minutos finais foram um teste para cardíacos. O Nacional pressionou bastante obrigando o Noroeste, com um homem a menos (Luciano Bebê foi expulso), se defender. Mas Buiu consolidou a vitória e levou os torcedores ao delírio ao marcar um belo gol já nos acréscimos. Recebendo longo lançamento de Marcelo Santos, Buiu escapou livre e tocou por conbertura, fazendo 3 a 1 aos 47 minutos.

Ficha Técnica

Jogo: Noroeste 3 x 1 Nacional. Local: Estádio Alfredo de Castilho. Gols: Gileno 10' do 1º tempo; Nilson 11', Jorge Henrique 21' e Buiu 47 minutos do 2º tempo. Árbitro: Rodrigo Martins Cintra. Assistentes: Edmílson Corona e Marinaldo Silvério. Cartão vermelho: Luciano Bebê. Cartões amarelos: Renato Carioca, Gilmar Fubá e Sinval (Noroeste); Ferrinho, Ricardo e Caio (Nacional). Noroeste: Maurício; Cacá, Bonfim, Renato Carioca e Marcelo Santos; Alan, Gilmar Fubá, Luís Carlos (Jorge Henrique) e Luciano Bebê; Sinval (Otacílio) e Gileno (Buiu). Técnico: Paulo Comelli. Nacional: Carlão; Ferrinho, Nilton, Dracena e Ricardo (Celso); Nonô, Niel, Douglas e Alex; Nilson e Souzinha (Caio). Técnico: Moisés Macedo.

Comentários

Comentários