Sempre existe uma relação de poder entre os homens. Os que são mais ricos, ou têm um cachorro mais nobre, uma casa mais bonita, ou um carro melhor sempre “botam banca”.
Na política, isto se dá entre o deputado federal e o estadual ou entre o senador e os deputados. Na época do governo militar eram os eleitos que se vangloriavam, e com razão, à frente dos nomeados. Entre os vereadores existe o caso dos efetivos frente aos suplentes, ou dos pertencentes a cidades maiores contra os vereadores de cidades pequenas, etc.
Em nossos 8 anos de vereança nós topamos com alguns semi-analfabetos de cidades grandes botando banca. Todavia, no que nos diz respeito, sempre tivemos a maior admiração pelos vereadores de cidades pequenas.
Já imaginou o que é ser sufragado numa eleição em que o eleitorado conhece a fundo os candidatos e cruza por dezenas de vezes com eles pelas ruas? Por isso tudo tínhamos curiosidade de saber como é a campanha numa cidade pequena.
Assim, num congresso em que ficamos alojados com vereadores de uma cidadezinha, fizemos este tipo de indagação.
Um vereador começou a externar seu ponto de vista e a dizer como era feita sua campanha, mas foi abruptamente cortado por outro:
- Conversa fiada, seo! Olhe doutor, o que pesa mais em nossa cidade é a “famiágem”! O Tonico, ali, por exemplo, sempre se elege porque já sai com 49 votos da parentaiada...
Contada por Rui Bertoti
Retificação: No Politicando de ontem, o correto era dizer “...ministro do Superior Tribunal Militar (STM) e posteriormente presidente da República Ernesto Geisel”