Mais um ente querido das famílias Oliveira e Serra que parte para o céu, a fim de receber a glória e o aconchego do Pai, Criador de todas as coisas. Sem dúvida, ele já estava esperando pelo Nadyr, seu filho de longa data, 84 anos. O Nadyr, que aqui na terra só procurou seguir os mandamentos divinos deixados pelo Cristo Jesus, isto é, só promover a paz, ser solidário, afável, prestimoso, portador de uma palavra de fé, conforto, consolo e esperança. Nadyr foi aquele homem íntegro até o fim, profissional dos mais respeitados, pela sua conduta corajosa, humilde, simples e de uma didática invejável quando escrevia para o seu JC. Caprichava no português quando falava, quando transmitia. Era a “sua opinião” que o JC registrava nos editoriais.
Sempre foi atuante e mesmo quando fazia os censos no IBGE, nas horas livres mandava para a Gazeta Esportiva, notícias do esporte de nossa cidade. Na ACEB sempre foi um líder respeitado pelas suas idéias novas, mas prestava também sua colaboração a entidades filantrópicas, como o Lar Rafael Maurício. Membro da Ordem dos Velhos Jornalistas, cumpria bem o lema adotado pela Ordem, qual seja, “não magoar ninguém”. Sua missão aqui na terra terminou quando era jornalista responsável por um dos matutinos mais importantes do interior do Estado de São Paulo, o Jornal da Cidade de Bauru.
Mas aqui eu gostaria de voltar alguns anos atrás, quando convivíamos em plena harmonia de família, em que ele demonstrava sua condição, não apenas de escritor, mas também de cantor. Tinha uma voz muito bonita, firme e se deliciava em cantar músicas do passado. Quantos aniversários das famílias Oliveira e Serra recebia do Nadyr aquela alegria e animação. Deixava saudades quando ele abria a boca e cantava versos contidos em Serra da Boa Esperança, Professorinha, Cabocla e outras, fazendo gestos com as mãos. Momentos inesquecíveis. Nas missas da Catedral, Nadyr e a esposa, apesar da idade avançada, lá estavam no coral louvando a Deus com cânticos.
Por muito tempo o casal participou das equipes de Nossa Senhora, dando exemplos de amizade, comunhão e fraternidade. E agora, a Patativa parou de cantar. Com os anos chegados o corpo foi sentindo seus efeitos. Assim chegou o dia de sua partida, cobrindo de tristeza seus familiares e uma legião de amigos e admiradores. O Nadyr nos deixou em meio de aplausos de reconhecimento, importante por tudo que aconteceu ao longo de sua vida. E nós cantávamos interiormente... Um dia eu vou, cruzar os rios; verei então um céu de luz; e verei que lá; em plena glória: vitorioso: vive e reina o meu Jesus... Temos a certeza de que o Nadyr já está com Jesus na sua glória. Saudades de sua esposa, filhos, primos, sobrinhos, netos, de todos nós, enfim.
Hermógenes de Oliveira - RG 3.027.973