Política

Bauru quer estudar uso de gás do aterro

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura Municipal de Bauru é uma das candidatas a participar de um programa do Ministério das Cidades destinado a estudar a viabilidade econômica da exploração do gás emitido em aterros sanitários. A previsão inicial do governo federal é contemplar 30 cidades com mais de 118 mil habitantes. A lista das beneficiadas será publicada no próximo dia 23.

A gerente de Limpeza Pública e Gestão Ambiental da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Roberta Oliveira Lança, explica que o Ministério das Cidades irá contratar empresas que ficarão responsáveis pelo estudo. “O gás que sai do aterro pode ser usado para várias finalidades e, quando há uma grande quantidade sendo produzida, é possível até vendê-lo”, comenta.

No caso do aterro de Bauru, Lança avalia que o gás emitido durante a decomposição de resíduos teria condições de abastecer a cozinha das penitenciárias e servir de combustível para um incinerador. Ela aguarda com expectativa a seleção do Ministério das Cidades. “Acredito que temos chances de ser uma das cidades escolhidas”, considera.

O projeto que será encaminhado ao governo federal começou a ser elaborado pelos técnicos da Emdurb e está nas mãos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, responsável pela finalização do documento. O prazo para inscrições termina na próxima semana.

A gerente da Emdurb afirma que o fato da capacidade de utilização do aterro sanitário da cidade estar perto do esgotamento não atrapalha a exploração. “O monitoramento da emissão de gases continuará sendo feito durante um período de 20 a 30 anos após a sua utilização”, relata.

Segundo ela, um aterro leva de três a quatro anos para começar a emitir uma quantidade razoável de gás. O de Bauru vem recebendo resíduos desde 1994. Atualmente, são despejados no local cerca de 210 toneladas diárias de lixo.

O Ministério das Cidades calcula que os 200 municípios brasileiros com mais de 118 mil habitantes produzem 96 mil toneladas de dejetos sólidos por dia, o que corresponde a 64% do total gerado no País. A estimativa é que o Brasil possua atualmente cerca de 4 mil lixões.

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