A pretensa democracia que os factóides políticos pregam em nosso País, tem sido simplesmente uma inescrupulosa mentira. Uma farsa assentada em premissas obviamente falsas e com alicerce num terreno amorfo e obviamente desestruturado, a par de um Executivo de fachada centralizadora e desprovido de moral... Independentemente de sermos um povo, não simplesmente pacífico e religioso, mas também omisso. Ultimamente, convenci-me disso. Um povo que não exige os seus comezinhos direitos e que sofre calado, principalmente nas filas quase intermináveis dos postos de saúde e hospitais públicos, os quais são desprovidos de um mínimo de atendimento, a despeito de pagarmos todos os impostos a nós impostos... Até o “provisório” imposto sobre cheques (CPMF), que dá uma enorme mordida em nosso bolso já vazio. O dinheiro tem a finalidade de ser aplicado numa emergência na área da saúde, uma vez que esses governichos não têm ninguém com competência, criatividade. É o que vemos e sentimos na pele: a baderna em detrimento da saúde do povo brasileiro. A desumanidade de uma realidade sem fronteiras. E o pior: até cruel nas portas dos postos e hospitais.
Situação de um país belo, riquíssimo em seu potencial e paradoxalmente paupérrimo pela ausência absoluta do sentimento cívico e humanitário dos poderes constituídos.
Vivenciamos um estado pelego de ser. Nunca estivemos em uma situação tão calamitosa. Os facultativos e seu corpo auxiliar se submetem a um ordenado irrisório e com o agravante de lidar com aparelhagens danificadas e até medicamentos com validade vencida; ambulâncias que são verdadeiras sucatas ambulantes; estresse a mil e morte. Quanto aos mesmos, passaram anos na faculdade sonhando em exercer uma profissão nobre, onde predomina também boa dose de desprendimento. Lamentavelmente, no “frigir dos ovos”, se vêem na bancada de um açougue humano, tendo que decidir quem vive e quem fenece, pela ausência de CTIs. Até macas, mercúrio cromo, um pedaço de esparadrapo, gaze ou similar são disputados. Situação deplorável e inconcebível num próspero país como o nosso, que é de todos, menos nosso, os brasileiros! Somos um “povinho” sofrido e sustentado pela fé e a esperança de dias melhores!!!
Porém, 1% dessa gritante e criminosa situação, até mesmo os paraguaios, tinha “chutado e arremessado eqüidistante” essa corja de “Severinos”. Em contrapartida, para o nosso júbilo, fé e esperança, encontramos facultativos que, por livre e espontânea vontade, fazem da medicina um verdadeiro sacerdócio e, neste ensejo, a despeito de ter assistência conveniada, apresento, em meu nome e dos meus familiares, os meus sinceros encômios ao médico Marcos Cabello dos Santos, pela demonstração inconteste de incomensurável capacidade profissional e o imenso amor ao seu semelhante, não medindo esforços nessa direção e salvando vidas. - O amor constrói e dignifica o homem.
Arthur Monteiro De Carvalho Netto - jornalista - Mtb 24.444