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Para oficiais, incentivo familiar foi o determinante profissional

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Não basta querer. Para ser oficial da Força Aérea Brasiliera (FAB) é preciso o incentivo familiar. Foi assim com o major aviador Alípio Aválos Lopes, 39 anos, dos quais 25 na FAB. Ele é de Bauru e sua família ainda reside na cidade.

“Devo minha carreira aos meus pais. Minha mãe chegou a escrever para a escola de cadetes pedindo informações. Meu pai já conhecia a carreira e me incentivou”, conta.

Ele revela que leu página por página, várias vezes, a ficha com as instruções para a inscrição tão logo esta chegou em sua casa. “Ficou até gasta de tanto eu lê-la”, brinca.

Na avaliação do major, Bauru é uma cidade carente de informações sobre as carreiras militares. “Cito como exemplo São José do Rio Preto, onde havia um curso que se chamava ‘cadetão’. Era específico para o estudo daqueles que queriam prestar a academia”, explica.

“As pessoas, em geral, pensam que a aviação é uma coisa elitizada. Não é. O Aeroclube de Baur faz um trabalho interessante nesse sentido. Cada vez mais vejo pessoas trabalhando em hangares”, observa.

O major aviador Flávio Eduardo Mendonça Tarraf, 38 anos, 23 de FAB, fez o ‘cadetão’ citado pelo companheiro de farda antes de seguir para a Escola Preparatória de Cadetes (Epcar), sediada em Barbacena/MG. Riopretense, ele tomou gosto pela aviação desde pequeno.

“Eu já freqüentava o aeroporto de Rio Preto quando tinha um ano e meio de idade. Minha mãe e mais três tios saltavam de pára-quedas. Era uma época em que o pára-quedismo ainda era uma coisa romântica”, avalia.

Ainda muito jovem, aos 16 anos, Davi Augusto Pavelec seguiu para a Epcar. Sua meta: formar-se oficial da FAB. Conseguiu. Hoje, o tenente-aviador Pavelec compõe o Esquadrão Onça.

“Gosto muito do que faço. Vivemos de vibração”, diz. Natural de Ponta Grossa/PR, o tenente encontrou inspiração para seguir carreira na FAB após ver uma demonstração da Esquadrilha da Fumaça. “Foi nesse dia que decidi que queria ser piloto”.

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