O Nadyr partiu de mansinho e em paz. De mansinho e em paz como chegou, de mansinho e em paz como viveu, de mansinho e em paz ele se foi! E nós que sempre imaginamos que o Nadyr fosse imortal! De repente, sem a gente esperar, ele resolveu ir embora. Um chamado mais urgente, um convite mais atraente o levou – o chamado do Pai, o convite do Pai!
Porém, de todo jeito o Nadyr é imortal! Do ponto de vista puramente humano – imortal pelo seu testemunho de vida. Foi o que há de mais bonito! Pai de familia que muito amou os seus e também muito querido e amado por todos eles. Esposo dedicado e carinhoso, companheiro e cúmplice da Olanda, solidário acima de toda e quaisquer circunstâncias, sempre lhe dedicou uma ternura infinita e um amor de primavera!
Nós que tivemos o privilégio de conviver com ele e partilhar um pouco de sua vida, pudemos sentir como ele foi um ser humano fora do comum - educado ao extremo, afável, sincero, um amigo precioso, uma pessoa de quem a gente tinha vontade de estar perto, de sentir a sua presença, uma presença que dava ânimo, uma presença que fazia a gente crescer, uma presença que inspirava paz, muita paz!
Pelo seu jeito de ser e de viver, se Deus pudesse sentir orgulho, certamente teria muito orgulho de ter criado o Nadyr à Sua imagem e semelhança! Foi um homem digno das expectativas do Senhor!
O Nadyr se tornou imortal também pela sua presença na vida pública, como jornalista criterioso e justo, preocupado em bem informar os seus leitores, mas, sobretudo, preocupado com a sua formação, através de uma busca constante da verdade e comunhão.
Em nossa caminhada de muitos anos nas ENS, juntamente com Olanda e Nadyr, aprendemos a admirá-los como Casal cristão e equipista, pela riqueza de sua vida espiritual, colocando sempre os talentos com que foram agraciados por Deus a serviço de seus irmãos.
“Eu Sou a Ressurreição e a Vida. Aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá. E toda aquele que vive e crê em Mim, jamais morrerá ...” (Jo 11, 25-26). O Nadyr conheceu e viveu em plenitude a Palavra de Deus. Foi um crente das promessas de Jesus sobre a ressurreição. Por isso, vive!
Deixou belíssimas recordações e muitas saudades mas, acima de tudo, enriquecedoras lições de vida! De mansinho e em paz, o Nadyr partiu. Não morreu, simplesmente deixou de ser peregrino e voltou ao Pai.
Alba e Braz Kiatake - ENS da Paz - Bauru