Regional

Pesqueiros diversificam atividades

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Atentos à concorrência e à necessidade de “fisgar” novos clientes, pesqueiros do tipo pesque-pague na região têm buscado aumentar o potencial e a lucratividade dos negócios, oferecendo aos visitantes mais do que simples pescaria.

A maior parte dos estabelecimentos investiu nos últimos anos em restaurantes para garantir fonte de lucro alternativa, especialmente no período de frio, quando a pescaria entra em baixa.

Muitos pesqueiros também contam hoje com playground para crianças, mesas de jogos, quiosques para churrasco e grandes áreas verdes. O objetivo dos proprietários é configurar esses espaços como ambientes familiares, com atrativos diversos.

“Antes, os pais vinham para pescar e não tinham onde deixar as crianças. Por isso, tivemos que arrumar opções de lazer para elas. A estratégia é atrair toda a família”, observa o proprietário de um pesqueiro, Rodrigo Artioli Sandri.

Preocupados em atender o público infantil, alguns estabelecimentos se destacam pela infra-estrutura. Em Piratininga, um pesque-pague conta até mesmo com fraldário.

Em Agudos, Sandri foi além nos investimentos e montou uma loja especializada em artigos de pesca, que conta com cerca de 10 mil itens. Agora, o próximo projeto é construir chalés para impulsionar o potencial turístico da área.

Em Piratininga, Mario Donizete Fabri, responsável por um pesque-pague, também está atento às possibilidades de ampliação do negócio, instalado dentro da área de um sítio.

Ao lado da opção da pesca, o proprietário pretende explorar a vertente do turismo rural, oferecendo, entre outras atrações, passeios em charretes e trilhas ecológicas. No local, já existe restaurante que prepara comida em fogão a lenha. “Hoje em dia, o pesqueiro não dá tanto lucro. Por isso, é preciso aproveitar mais o potencial do local”, diz Fabri.

Em Arealva, o zootecnista Reinaldo Agostini Pascoal não tornou seu pesqueiro refém das vendas no varejo. Criando várias espécies em tanques, como pintados, dourados e tilápias, o zootecnista comercializa peixes no atacado, mantendo como clientes frigoríficos e pesqueiros.

Queda

De acordo com Jorge Menezes, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos (Abracoa), a venda de peixes nos pesqueiros caiu significativamente nos últimos anos, especialmente depois da adesão à modalidade pesque e solte.

“Isso contribuiu para que muitos pesqueiros enfrentassem dificuldades. Quem adotou estratégias, como caprichar no restaurante, oferecer bons pratos, atividades de lazer e bom atendimento está conseguindo sobreviver”, destaca.

“Muitos que fecharam também não tiveram a visão de se tornar um atrativo não só para o homem pescador, mas para toda a família”, completa o diretor, destacando que vários pesqueiros de sucesso transformaram-se em centros de lazer, com atividades diversificadas.

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