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Elias Miguel Maluf aguarda última etapa de pavimentação

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

A avenida Elias Miguel Maluf destoa da grande maioria das vias públicas de Bauru. Os tradicionais buracos deram passagem à pista pavimentada. Mas nem por isso os moradores da região oeste estão completamente satisfeitos. Eles aguardam a colocação da última camada de asfalto e a sinalização definitiva para então avaliar com rigor a obra iniciada a reboque da duplicação da Bauru-Marília (SP-294 - rodovia Comandante João Ribeiro de Barros).

“Melhorou bem. Antes era difícil de trafegar. Era muito buraco, não tinha acostamento. Está um tapete, mas o teste mesmo será quando vierem as chuvas (a avenida alagava com facilidade)”, diz o operador de máquinas Sérgio Roberto Miguel. Morador da Vila Dutra, a avenida faz parte de seu trajeto diário.

Também passa por lá todos os dias a dona de casa Sônia Aparecida Pardo, para quem o estado da via está irreconhecível, embora ela ainda seja perigosa por causa da sinalização precária. “Dias atrás nós estávamos voltando para casa e um carro dava sinal (para que o veículo deles entrasse à direita). Tem gente que nem percebe que é acostamento. A faixa precisa ser sinalizada.”, explica a também moradora da Vila Dutra.

Para resolver o problema, o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) já incluiu no cronograma a sinalização definitiva e a última camada de asfalto, informa a assessoria de imprensa do órgão. A obra será seguida pela implantação da segunda pista da Bauru-Marília, entre os quilômetros 347 e 360. Neste intervalo de 13 mil metros, do Núcleo Gasparini à ponte do rio Batalha, serão executados dois viadutos, sendo que cada um deles com extensão de 100 metros.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, também estão previstas na rodovia duas passagens (uma superior e uma inferior), e a instalação de defensas de concreto em alguns trechos do canteiro central da pista. No entanto, como a execução de obras de arte depende da interdição da pista, a reportagem constatou na semana passada vários homens trabalhando em pistas marginais, posteriormente transformadas em desvios.

No local, convertido num grande canteiro de obras, o JC contou cerca de 30 caminhões e 15 máquinas. “O trafego está mais calmo (por causa do trabalho). Ainda não está bom, mas vai ficar. Vale a pena. Está indo muito rápido (a duplicação). Não imaginei que fosse assim”, diz o motorista Genésio Suman. De acordo com ele, após o início da obra de duplicação, a incidência de acidentes caiu. Só no trecho onde ele transita diariamente cerca de sete pessoas já morreram.

“O trânsito ainda está perigoso, complicado, principalmente para atravessar a rodovia. A atenção tem de ser redobrada. Não vejo a hora de duplicar e ter viaduto. Para a gente vai fica mais sossegado”, conclui Amauri Gonçalves Carneiro, também motorista. A obra total será entregue em março do próximo ano, quando o governo do Estado deverá ter executado o montante de R$ 68 milhões.

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Esperança

Eles acompanham a empreiteira executar serviços de limpeza, pavimentação e terraplanagem. Observam a cor do asfalto a menos de 100 metros da porta de casa, numa via que assumirá a função de desvio para os motoristas da Bauru-Marília. Para os moradores do Núcleo Habitacional Fortunato Rocha Lima, a duplicação da rodovia será um atalho para a pavimentação das ruas de terra da parte menos favorecida do bairro.

“Aqui era considerado favela. As pessoas tinham preconceito. Agora nós estamos melhor que eles (moradores do trecho mais urbanizado). Acho que vão pavimentar com a duplicação”, diz Amauri Ricardo, morador há quatro anos da quadra 5 da rua Benedito Reis.

Compartilha da mesma opinião Neusa Machado Cezar, mãe do proprietário de um bar situado na rua Preciosa Souto de Anchieta. Para ela, a administração municipal terá de asfaltar as ruas do bairro para evitar futuros acidentes de trânsito. “Se não asfaltar, quando chover vai virar um inferno. O barro vai descer (e os carros, derrapar)”, diz.

No entanto, o trabalho de pavimentação não está previsto a curto prazo pela Secretaria Municipal de Obras. Mas de acordo com o titular da pasta, Leandro Joaquim, ele deve constar no Plano Plurianual 2006/2009 – plano que prevê obras e serviços da prefeitura, num prazo de quatro anos.

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