Tribuna do Leitor

Absurdo II


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Gostaríamos de imaginar um futuro onde nós, cidadãos brasileiros, teríamos o respeito que nos é devido de parte dos homens que ocupam cargos públicos, nas autarquias e nos demais instituições que dizem prestar serviços à comunidade. Tudo porque, fundamentados em documentos, vemos o descaso, o despreparo e a arrogância nos que, não generalizando, ocupam tais posições.

Somos os mesmos que em 4 de maio de 2005, publicamos na “Tribuna do Leitor” desse conceituado jornal, nossa reclamação com o título “Absurdo”, citando a afirmação do senhor Vitor Aparecido Caivano Joppert que o bairro Estância Balneária Águas Virtuosas é área rural. Nossa lágrimas são antigas pois, em 23 de agosto de 2000, quarta-feira, esse periódico publicou na sua página 14, matéria com o título “Águas Virtuosas fica sem ônibus”, que circulavam em dois horários (7h e 19h). Atualmente , tudo continua na mesma, com o agravante que o Lago Sul, aqui ao nosso lado, tem ônibus circular. Devemos imaginar que Lago Sul é condomínio fechado e aqui é área rural? A matéria de 23 de agosto de 2000, continua afirmando acertadamente que somos área urbana, pois pagamos o IPTU. Cita os problemas de asfalto precário, falta de saneamento básico, de creches e escolas, iluminação, linha telefônica fixa, correios, etc...

Tudo (agora) continua como antes no Quartel de Abrantes. Em 9 de dezembro de 2004, a Emdurb enviou ofício PR-1195/04 à senhora Mirela Barreira, informando da impossibilidade do retorno da linha de ônibus, devido à baixa demanda de passageiros, esclarecendo que não era intenção da empresa cercear o direito de ir e vir que nos dá a Constituição Brasileira, mas cerceou. Ofício esse assinado por Roberto Alves Barbosa, então presidente da Emdurb. Dia 24 de fevereiro de 2005, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Antonio Carlos Garms, enviou o ofício FP 013/05 à Telefônica solicitando a implantação de um telefone público comunitário no bairro. Para nossa surpresa, o senhor Leônidas Florêncio Papalardi, superintendente regional da diretoria de relações regionais da Telefonica, através de ofício CT.KRB. 0132/2005, afirmou ter visitado o local e disse ser inviável o atendimento pois, segundo ele, “a Telefonica atende localidades de sua área de concessão, caracterizadas por conjuntos de edificações permanentes e adjacentes, formando áreas continuamente construídas com arruamentos reconhecíveis e população acima de 300 habitantes.

No Jornal da Cidade de 23 de agosto de 2000, a população já estava perto de 500 habitantes. Hoje, esse número aumentou. Nossas edificações são permanentes (não há iglu construído por gelo), adjacentes sim, apenas é bairro loteado e a maioria tem mais que um lote, o que dá a impressão de distância. Os arruamentos estão invadidos pelo mato, fruto do desleixo, do descaso e da má vontade política dos “chefes”. Informamos ainda ao senhor Leônicas Florêncio Papalardi, que existe uma empresa ao nosso lado, com aproximadamente 300 metros de distância, com linha telefônica fixa. Com um mínimo de boa vontade, poderemos também usufruir do benefício.

Para o senhor Renato Celso Bonomo Purini, vice-prefeito e presidente da Emdurb, e para o senhor Izidoro Schafransky Neto documentamos a situação da entrada para o Bairro, do risco que corremos com acostamento precário, buracos e o perigo de sermos abalroados por veículos de grande porte, que trafegam em alta velocidade pela rodovia que cruza o lateral do bairro.

Imploramos dessas autoridades que se voltem para nossas carências, embora isso nos seja um direito. Todavia, estamos pedindo e não impondo. Rogamos que acordem e nos dêem as mãos para que não sejamos apenas contribuintes, mas façamos parte do quinhão que nos é devido!

Jeremias Domingues - RG 7.244.219

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