Regional

Diretórios querem cassação de prefeito

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Mineiros do Tietê - Os diretórios municipais do PT e do PPS querem a cassação do prefeito Edson Sabaíne (PTB), de Mineiros do Tietê (65 quilômetros a sudeste de Bauru). Eles acusam o prefeito de ter negociado votos com moradores da cidade em troca de materiais de construção.

A denúncia está sendo analisada pelo juiz José Paulo Ruiz, da 241ª zona eleitoral de Jaú. Por meio de sua assessoria, o prefeito nega ter cometido qualquer irregularidade em sua campanha à reeleição no ano passado.

A acusação tem como base depoimentos de moradores que alegam ter recebido materiais de construção para votar no então candidato Sabaíne. O PT e o PPS afirmam que possuem também provas documentais que comprovariam o crime eleitoral.

Sabaíne foi reeleito com mais de 48% dos votos válidos. Os candidatos do PPS e PT ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugar. A denúncia foi apresentada no início deste ano, mas somente no fim do mês passado o juiz se manifestou ao questionar as partes que apresentaram a acusação sobre a maneira como as testemunhas serão ouvidas.

Depois disso, ainda não houve nenhuma outra resposta do juiz sobre as audiências. A acusação arrolou três pessoas como testemunhas das irregularidades apontadas contra o prefeito.

“Só estamos aguardando agora que as testemunhas sejam chamadas pelo juiz para serem ouvidas”, disse Rose Rossi, ex-candidata a prefeita e presidente do PT de Mineiros do Tietê. Ela obteve o apoio de pouco mais de 23% dos eleitores da cidade, o que representou 1.413 votos.

Rose Rossi ficou atrás do candidato do PPS, o ex-vereador João Sanchez, que conseguiu 1.715 votos. Adversários na disputa eleitoral do ano passado, os dois se uniram para denunciar Sabaíne. O outro candidato a prefeito, Dito Balivo (PMN), obteve apenas 43 votos.

Embora não tenha acionado a Justiça, o prefeito reeleito também acusa seus adversários de terem infringido a legislação eleitoral. Segundo sua assessoria, estão sendo juntadas provas para mostrar que houve distribuição de cestas básicas e outros benefícios aos eleitores em troca de votos.

“Isso não é verdade”, defendeu-se a ex-candidata do PT. “Nosso partido trabalha com o que tem. E não temos condições de fazer campanhas monstruosas e faraônicas como foram as de outros candidatos”, disse.

De acordo com a assessoria, o prefeito está encarando as denúncias contra ele como um “ressentimento” de seus adversários por causa da derrota deles nas eleições. “A soma dos votos dos candidatos do PT e do PPS não dá o que o prefeito eleito conseguiu.” Isso, segundo a assessoria, teria incomodado os adversários, que estariam tentando agora desqualificar essa vitória.

“Não há provas que comprovem as denúncias contra o prefeito”, argumenta a assessoria.

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