Nos últimos dias, temos presenciado, por intermédio da mídia escrita, falada e televisiva, notícias que realmente nos mostram uma luz no final do túnel em relação às administrações públicas. Este meu contentamento está relacionado à preocupação do governo do Estado de São Paulo, mais precisamente da Diretoria Regional de Ensino, com o montante que estava sendo gasto com transporte de alunos da rede estadual por um preço que foge à realidade da atual conjuntura econômica. Concordamos que os alunos têm o direito de ser transportados de suas residências até um estabelecimento de ensino. Afinal, a educação de um povo é um salto para um mundo melhor. Todavia, se existem meios da administração pública atender esta necessidade e ao mesmo tempo economizar o “nosso dinheiro”, por que gastar mais que o necessário? Após esta atitude corajosa e louvável por parte do governo estadual, ainda tivemos correntes contrárias que alegavam o fator segurança dos alunos que passariam a utilizar o transporte coletivo. Isso me causou estranheza, pois existem milhares de estudantes que estão cursando da 5.ª a 8.ª série e que já fazem uso do transporte coletivo. Para esses, o fator segurança não existe? Será que é por que são os pais que pagam suas passagens e não o Estado ou o município? Lembramos que nós, como cidadãos brasileiros, temos assegurado pela Constituição Federal que é responsabilidade do Estado a nossa segurança, independentemente da idade, cor, sexo e poder socioeconômico.
Recentemente, tivemos a oportunidade de ler no JC que o valor pago para o transporte de cada estudante era de R$ 8 e, no dia 15/5/05, que o valor real era de R$ 4,88. Mas, ainda assim, se estava gastando dos cofres públicos 54% a mais, porque, ao utilizar o transporte coletivo, o estudante custa R$ 2,24. No caso dos alunos da zona rural, acreditamos que realmente tem que haver um transporte especial pela distância dos centros urbanos. Porém, pelo número de alunos nestes locais, não justifica utilizar ônibus, pois este transporte poderia ser feito por microônibus ou vans com um custo menor.
Espero eu, assim como todo cidadão bauruense, que não apenas no âmbito estadual, mas também na esfera municipal, o excelentíssimo prefeito municipal e ex-deputado federal Tuga Angerami, conhecido nacionalmente por sua postura firme, na luta para moralizar o poder público - vale lembrar seus votos contra as propostas do então governo FHC, que era de seu próprio partido, porém a ideologia e respeito pelo povo que o conduziu ao Congresso, sempre falou mais alto - , também siga o mesmo exemplo do Estado. É preciso analisar quanto custa aos cofres municipais o meio que a prefeitura utiliza para transportar os funcionários municipais e alunos da rede municipal, pois é fechando a torneira do desperdício que encontraremos os recursos necessários para investir em saúde e educação. É contando com este “peso pesado” da política nacional que está no Palácio das Cerejeiras que construiremos uma Bauru melhor para se viver.
Elias Joel Correia - RG 25.058.840-7