O procurador da Officio Serviços Gerais Ltda., José Roberto Rosas, disse ontem que se Justiça aceitar o bloqueio solicitado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru, a empresa não terá nenhum problema em acatar a decisão.
“Se as faturas forem retidas para garantir pagamento dos funcionários, vamos aceitar sem nenhum problema”, afirmou. Ele contou que a empresa ainda não conhece o teor da ação, mas de acordo com o que foi informado pelo JC, ele acredita que a Justiça vai acabar decidindo pela concessão da liminar.
De acordo com o procurador da empresa, a Officio está passando por dificuldades financeiras. Por isso, tem atrasado sistematicamente o salário dos funcionários que trabalham nas praças de pedágio de Avaí e Areiópolis.
Ele contou que a empresa está sofrendo as conseqüências de decisões erradas que teriam sido tomadas por uma firma de auditores fiscais que gerenciou até pouco tempo atrás a parte administrativa, operacional e financeira da Officio.
Além disso, Rosas voltou a apontar uma dívida da Prefeitura de São Paulo com a empresa como outro fator responsável pela dificuldades enfrentadas. Segundo ele, a prefeitura deve cerca de R$ 5 milhões para a Officio e não há previsão de quando o dinheiro será depositado.
Quanto ao Departamento de Estrada de Rodagem (DER), Rosas disse que o pagamento está sendo feito dentro do que foi estabelecido em contrato. A empresa apresenta a planilha de serviço, o DER confere os dados e se aprovar deposita o dinheiro dentro de 30 dias.
“Isso exige que a empresa tenha um capital de giro grande”, disse Rosas. Algo que a Officio não tem, segundo ele.
Sobre a punição aplicada pelo DER, proibindo a empresa de firmar contrato com o Estado por um prazo de dois anos, Rosas disse ela faz parte da lei de licitações.
“Se o cliente julga que a empresa contratada não atendeu as exigências por qualquer motivo, ela aplica a lei. O DER está fazendo a parte dele”, comentou.