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Áreas naturistas atraem curiosos

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das principais atividades de um naturista é a convivência em grupo, prática incentivada pela Federação Brasileira de Naturismo (FBrN). Segundo o membro da organização José Mariano da Silva Jr., no Brasil existem diversas vertentes e “tribos” naturistas.

Os grupos abrangem desde associações de naturistas cristãos, que se reúnem para estudar a filosofia completamente vestidos, até comunidades que não têm conotação religiosa formada por pessoas que costumam se encontrar para um bate-papo.

Os praticantes freqüentam áreas, clubes ou praias naturistas e, na maioria das vezes, são registrados em organizações do gênero. Há ainda os simpatizantes, que eventualmente praticam ou praticaram nudismo em casa, clubes ou praias - muitas vezes por curiosidade - mas não participam de alguma comunidade.

O professor bauruense Renato Figueiredo, 23 anos, visitou a praia nudista do Pinho, Santa Catarina, em 1999, juntamente com a amiga e também professora bauruense Rosana Nunes Rocha, 24 anos. Ambos gostaram da experiência. “No começo, estava eufórica. Chegando lá não tive vergonha, foi super natural. Me senti à vontade na praia”, conta ela.

“Fui por curiosidade mesmo. Foi legal e bacana. As pessoas que freqüentam a praia levam isso numa boa, não há receio porque todo mundo está na mesma situação. Eu não fiquei com vergonha porque o comportamento de todos é bem tranqüilo”, aponta ele. “Acho que ficar sem roupa é uma coisa psicológica, basta lembrar dos biquínis, que hoje não são tão grandes”, acrescenta Rosana.

Mesmo não participando de grupos naturistas, os professores acreditam que o movimento deve ser encarado de forma séria e madura. “Tudo o que se faz por algum propósito é válido. O nudismo é um estilo de vida, muitos idosos e famílias têm essa opção, e não tem nada de sacanagem”, observa Renato.

Waldemar Motta concorda. “Muitas pessoas, quando se fala em nudez, não conseguem dissociá-la de sexo, como se tirar a roupa implicasse em prática sexual. Não existe relação entre uma coisa e outra”, diz. “O processo de ser naturista vai além do tirar a roupa porque é preciso se desvestir de uma série de outras coisas juntas”, complementa.

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