Até as 23h de ontem, fechamento desta edição, a segunda rodada de negociações entre Fórum das Seis e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) ainda não havia terminado. Para pressionar o avanço das discussões, professores e funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru e de vários outros câmpus fizeram um dia de paralisação. Hoje, a rotina de aulas deve ser retomada.
Em campanha salarial, a categoria reivindica 13% de reajuste. De acordo com Milton Vieira do Prado Júnior, presidente do Fórum das Seis - entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) -, na primeira rodada de negociações o Cruesp ofereceu 4% de reajuste.
“Além do reajuste imediato de 4% sobre o salário de maio (data-base da categoria), o Cruesp também propôs da primeira vez uma conversa, em outubro, para avaliar a possibilidade de um reajuste complementar de 3,79%, perfazendo o total de 7,94%, caso a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) estimada para este ano atinja o montante de R$ 37,7 bilhões (no Estado). Mas hoje (ontem), ainda estamos conversando”, informou Prado à reportagem ainda durante a reunião com o Cruesp.
O presidente do Fórum das Seis disse, em matéria publicada pelo JC na última semana, que foi colocado como meta da campanha reivindicar uma reposição de perdas que culminasse com a volta do salário-base de 2001. Para isso, o percentual de reajuste a ser aplicado deve ser de 13%. Também faz parte das reivindicações a criação de uma política salarial com reajuste trimestral a partir da variação da inflação e da arrecadação do ICMS.
Em Bauru, somente a Unesp participou ontem da paralisação de um dia. A USP funcionou normalmente.
No ano passado, as negociações da campanha salarial se arrastaram e acabaram gerando greve de 73 dias no câmpus da Unesp de Bauru.