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Apae passa a orientar sobre educação especial

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Com 40 anos de experiência na educação de portadores de deficiência, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru agora está orientando professores das redes pública e particular de ensino sobre como trabalhar com o aluno especial. Para isso, na semana passada, ofereceu um curso do qual participaram cerca de 300 profissionais.

São professores de 20 Apaes do Estado de São Paulo, de entidades que oferecem a educação especial, como a Sociedade para Integração e Reabilitação do Incapacitado (Sorri) e Associação de Pais para Integração da Criança Especial (Apiece), e da rede municipal de ensino de Bauru e de escolas particulares, que estão iniciando o processo de inclusão do portador de deficência em salas de aula regulares.

Eles participaram de oito palestras sobre inclusão e educação especial no Teatro Municipal e 14 minicursos realizados na Apae. “O nosso objetivo é capacitar os professores para a inclusão, principalmente como trabalhar com o aluno portador de deficiência mental severa e com o aluno que não fala, o que é um desafio para o professor”, explica Vânia Grassi, diretora técnica da Apae de Bauru.

A inclusão do aluno portador de deficiência em sala de aula regular é prevista na lei 9.394, de 1996. Um decreto do Governo Federal, de 1999, estabelece que a inclusão, parte do plano nacional de educação, deve ser ajustada até 2010. A proposta da lei é que somente os portadores de deficiência severa sejam mantidos em escolas especiais.

Os demais devem estudar em salas regulares de ensino. A rede municipal de ensino de Bauru está começando um processo para capacitar seus professores e preparar suas escolas para receber alunos portadores de deficiência. Como o município iniciou o projeto só agora, terá prazo até 2013.

Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Educação encontrou 209 alunos com necessidades especiais já matriculados nas unidades de ensino municipais. Deste total, 14 alunos estudam em escolas do ensino infantil integrado (Emeiis), 55 no ensino infantil (Emeis), 36 no ensino fundamental (Emefs), e 104 na educação de jovens e adultos (classes do Ceja).

O levantamento, por deficiência, indica 35 alunos com deficiência auditiva, 35 com deficiência física, 132 com deficiência mental e dez alunos com deficiência visual. Dos 209 alunos, 59 apresentam deficiência múltipla, ou seja, mais de uma deficiência. Agora, a Secretaria de Educação quer conhecer mais sobre cada um dos casos.

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