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Lula, sempre Lula...


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Após quatro meses da posse, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecia dar demonstração de que era comandado por um cidadão muitíssimo bem preparado para assumir os destinos do País, para qualquer assunto necessário. Na seqüência daquela ocasião de menos de quatro meses do governo Lula, ele não deixou de manifestar-se em referência às quedas do dólar e da inflação e à volta do crédito, o que completou dizendo: “A crise está sob controle”. Seguindo e afirmando que “a fera está sendo domada”. Na seqüência, reforçou os argumentos com a seguinte frase: “Nós ainda estamos a três anos e meio de governo e o risco Brasil, que chegou em setembro a 2.400, está a menos de 900. Certamente comemoraremos juntos o “dia em que chegar a 600 ou 500”.

Mas, com o tempo, o presidente Lula mostrou uma maneira escatológica de conduzir a área administrativa. Em janeiro deste ano, ao ensejo de uma quarta-feira, durante um dos almoços políticos, Lula teria se manifestado, “reclamando a presença das possibilidades do apreço na duração contumaz” do seu próprio mandato, “no período de apenas quatro anos,” sobre seu investimento na atual gestão. O presidente Lula não perdeu tempo, manifestando abertamente que estaria no encalço da reeleição. Espera-se de alguém capacitado para introduzir uma reforma político-administrativa, além de governamental, no País, uma agilidade que não dependa de oito anos, mas sim de quatro, para os quais ele foi eleito. Porém, o presidente Lula resolveu retroceder de imediato ao que pessoalmente havia proposto no início do seu governo quanto à reforma que sua administração preparara para o assunto em 2005. Abruptamente, Lula voltara atrás, postergando o assunto em questão que pareceu lhe provocar uma indisposição. Mas o presidente, finalmente, já bem mais letrado, parece manter-se na condição de participador das reeleições nas horas unicamente certas, relembrando a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como o primeiro e o único presidente reeleito do País. O que existe mesmo, em verdade, quanto aos desejos de Lula, é que ele quer ser presidente durante oito anos.

Ao final de dois anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse ter “orientado um alto companheiro para não manifestar-se quanto a provável e suposta corrupção no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”. Este, entretanto, já se havia antecipado à disputa eleitoral de 2006, entre o PSDB e o governo do PT. O fato, conseqüentemente, porém, explodiu sob a denúncia da crise de corrupção política na administração pública.

No Palácio do Planalto (e tal como não poderia deixar de acontecer), ocorreu a imediata reação dos interlocutores de Lula, que interviram, sustentando, porém, que ele (Lula), não se referia ao ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fico por aqui.

O autor, José Almodova, é professor aposentado e articulista

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