A nova realidade das escolas públicas estaduais de Bauru também inclui o monitoramento do comportamento dos alunos por sistema interno de câmeras. Em Bauru, o equipamento está presente em 50 das 51 unidades da rede. A exceção envolve a escola Azarias Leite, em razão do aparelho estar quebrado.
O sistema, que está instalado em corredores, pátios, locais de uso comum de estudantes e funcionários, estacionamentos e área externa (dependendo do tamanho do prédio), é aprovado por diretores e pela dirigente regional de ensino de Bauru, Vera Nilce Lüdke Jarussi.
A diretora da escola Azarias Leite, Gilda Maria de Oliveira Santos, é favorável ao monitoramento, apesar de não contar com o equipamento atualmente. Na sua opinião, é preciso aumentar o número de câmeras. “Grava e você pode chamar o pai e mostrar que é realmente o aluno (filho) que pichou no pátio”, diz, ao explicar uma das finalidades do sistema.
A diretora da escola Stela Machado, Teresa Regina Escareli Ferreira, também defende a ampliação dos equipamentos (atualmente são seis câmeras na sua escola), apesar de avaliar que o monitoramento não é suficiente para inibir quem deseja depredar ou praticar furto contra a escola.
“Eu tive roubo de videocassete de madrugada no ano passado. Eles cortaram os fios da câmera. A pessoa sabe o lugar e como fazer. Conhece o sistema de segurança melhor do que nós”, pondera Ferreira.
A diretora da escola João Maringoni, Roseli Alves Moreira da Silva, conta que o maior problema que enfrenta são as pichações na parte externa do prédio, forma de vandalismo que o monitoramento eletrônico não inibiu, porque a localização da escola favorece os pichadores. “Só tem um lado que tem casas e o prédio é invadido constantemente à noite e no final de semana”, frisa.
Na escola Luiz Castanho de Almeida, a associação do Programa Escola da Família e a implantação dos equipamentos de segurança reduziram as depredações, informa Jacy Amatea Mogone, diretora da unidade.