Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

DÁ-LHE, NORUSCA

Paulo Comelli deixou para definir o time momentos antes do jogo deste domingo à tarde. O técnico do Noroeste, naturalmente, estuda a melhor forma para montar a equipe e surpreender o Bandeirante, que não perde há mais de um ano em seu estádio. Creio que o amigo Comelli esteja também tentando controlar a ansiedade do grupo. Afinal, depois da derrota para o São Bento, a pressão pela vitória em Birigui aumentou. Pressão essa que mexe com o emocional do time. Esperamos que o nervosismo não atrapalhe os jogadores amanhã, para que o Noroeste tenha tranquilidade no momento das conclusões, o que não aconteceu na abertura da fase decisiva da Série A2. O time esteve ansioso, deu para perceber que a bola estava queimando nos pés, os atletas querem finalizar sem antes terem o domínio. Mas os simpáticos membros da comissão técnica - Ademir Afonso, Carlos Gallo e Carlos Alberto Seixas -, tenho certeza, estão ajudando Comelli a minimizar essa ansiedade. Quanto ao esquem tático para amanhã, prefiro o 4-4-2. Paulo Comelli sabe o que faz, mas se eu fosse o treinador, escalaria o mesmo time da rodada passado, claro, sem Maurício e Luciano Bebê, suspensos e com Renatinho no lugar de Jorge Henrique. Minha formação ideal do momento: Defendi; Ricardo Miranda, Alan, Renato Carioca e Marcelo Santos; Gilmar Fubá, Edmílson, Luís Carlos e Renatinho; Sinval e Gileno. E seja o que Deus quiser.

MISTO QUENTE

O São Paulo enfrenta o Cruzeiro com a cabeça na quarta-feira, quando recebe o mexicano Tigres pelas quartas-de-final da Copa Libertadores. O Tricolor não terá a força máxima na partida desta tarde, no Morumbi, porque já definiu a competição continental como prioridade para o semestre. E assim como fez na derrota de 3 a 1 para o Vasco, em São Januário, na rodada passada, vai poupar alguns jogadores para a partida contra a Raposa. Vai escalar um misto quente. O Tricolor inicia a sexta rodada com sete pontos, na décima primeira colocação, cinco pontos atrás do líder Santos. O Cruzeiro é o quinto colocado com dez pontos.

MUDANÇAS

O ditado diz: em time que está vencendo não se mexe. Como não é este o caso do Palmeiras, o técnico Paulo Bonamigo tratou de promover mudanças, visando o clássico deste domingo, contra o Santos. Depois da desclassificação da Libertadores, a pressão da diretoria sobre comandante e jogadores aumentou. Na próxima segunda-feira, será divulgada pela diretoria uma relação de jogadores que serão emprestados ou dispensados.

NINHO ANTIGO

Giovanni, que foi estrela do Santos na década passada, está de volta à Vila. O habilidoso meia desligou-se do grego Olympiakos, e chega neste domingo para assinar contrato com o glorioso alvinegro praiano. Giovanni trocou o Peixe pelo Barcelona em 1996, após brilhar no Brasileirão do ano anterior, quando o Santos foi vice-campeão.

DE VOLTA

Fábio Costa volta depois de um “tsunami” ter passado pelo Parque São Jorge. Pelo menos é assim que o goleiro caracteriza o período conturbado pelo qual passou o Corinthians enquanto esteve afastado. O goleiro, que não atua desde o dia 1º de maio, na derrota de 3 a 1 para o Botafogo, volta ao time titular contra o Atlético-MG, neste domingo. Dois dias após o jogo contra os cariocas, às vésperas do confronto contra o Figueirense, pela Copa do Brasil, Fábio Costa foi afastado do elenco pelo treinador Daniel Passarella.

DESCONTENTE

Carlos Alberto Parreira está descontente com as declarações de Ronaldo, que se diz cansado e acena para a sua dispensa da Copa das Confederações. O técnico da Seleção, no entanto, não quer jogador insatisfeito no grupo e chegou a dizer: “Quem não quiser disputar a Copa das Confederações, pode ir para casa”.

ACREDITANDO

O ex-jogador Lincoln, que vem se tornando um dos empresários de futebol mais conceituados do Estado, leva tremenda fé no Noroeste. Diz ele que o time de Paulo Comelli tem todas as chance de subir, principalmente se não perder para o Bandeirante em Birigui.

RUMO AO TRI

O Brasil estréia hoje na Liga Mundial de Vôlei, contra a Venezuela, em busca do tricampeonato. A equipe brasileira subiu ao pódio nas últimas seis edições da competição, conseguindo, além dos títulos em 2003 e 2004, um em 2001, um vice-campeonato em 2002, e dois terceiros lugares, em 1999 e 2000. O time comandado por Bernardinho quer vingar-se da derrota para os venezuelanos no Pan-Americano de Santo Domingo.

Comentários

Comentários