Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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PRESSÃO TOTAL

O Palmeiras joga contra o Santos, mais do que pressionado. No clássico desta tarde no Palestra Itália, técnico e jogadores terão mais preocupações que apenas a vitória sobre o rival. Com apenas quatro pontos conquistados no Campeonato Brasileiro (um a mais que o grupo dos rebaixados), o Alviverde ocupa uma modesto 18º lugar. Como se isso já não bastasse, foi desclassificado da Libertadores pelo São Paulo e o cargo do treinador Paulo Bonamigo ficou ameaçado diante dos insucessos. Há seis partidas sua equipe não vence e marcou apenas um gol. As últimas quatro foram derrotas. Bonamigo, porém, trabalhará com prazo de validade. Os resultados começarão a ser cobrados a partir de 11 de junho, na partida seguinte à do Santos, contra o Góias. Duas semanas apenas estarão reservadas para treinos, período em que o Brasileiro tem uma pausa por causa dos jogos da Seleção pelas Eliminatórias. Os atletas palmeirenses também estão ameaçados por uma lista de dispensa. Os recém contratados como Juninho Paulista, Gioino, Washington e Marcinho não correm perigo, mas ainda estão estão aquém do que apresentaram em outros clubes. Já o Santos, líder do Brasileirão, vive momento oposto ao do rival. Venceu no último domingo o Atlético-MG, na Vila Belmiro, por 3 a 0 e, na quarta, pelo mesmo placar, derrotou o Universidad de Chile. Gallo e seus pupilos estão mais preocupados com a Copa Libertadores.

TABU

O Atlético Mineiro enfrenta o Corinthians com o desafio de quebrar um tabu de quase cinco anos. O Galo ainda não venceu o Corinthians em casa neste século. A última vitória foi no dia 7 de setembro de 2000, pela Copa João Havelange, quando o Galo venceu por 3 a 1. Desde então, foram quatro partidas no Mineirão, com três vitórias do Timão e apenas um empate. A última vitória do Atlético sobre o Corinthians foi em 30 de julho de 2003. No Corinthians, a novidade é a volta do goleiro Fábio Costa, que ficou afastado por duas semanas pelo ex-técnico Daniel Passarella.

SEM CHARME

Flamengo e Fluminense fazem o clássico mais badalado do Rio de Janeiro, longe da Cidade Maravilhosa e com um pouco menos de charme. Por causa das obras no Maracanã, o jogo foi levado para Volta Redonda, já que a capital fluminense não tem outros estádios capacitados para receber um clássico desta magnitude. O Flu está melhor, mas acho que vai dar Fla.

VOANDO BAIXO

As Williams roubaram o show do finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, e colocaram seus dois carros entre os três primeiros colocados para o grid de largada do Grande Prêmio da Europa, que acontece hoje, em Nürburgring, Alemanha. O piloto da casa, Nick Heidfeld, conquistou sua primeira pole position da carreira. A Renault, do líder do Mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso, não foi bem. O espanhol ficou apenas em sexto. Já o brasileiro Rubens Barrichello começou mal sua volta, mas recuperou-se e terminou com o sétimo melhor tempo, enquanto o alemão Michael Schumacher protagonizou outro fiasco e terminou na décima posição.

OUTRA VITÓRIA

O Juventus venceu o Araçatuba e deu um grande passo para voltar ao grupo elite do futebol paulista em 2006. Com duas vitórias seguidas na fase decisiva da Série A2 - uma fora e outra em casa - os grenás, do angolano Jonhson, lideram sozinhos o grupo 3.

PALPITE TRIPLO

Pauleira, pedreira, pau pereira é o que o Noroeste poderá encontrar hoje à tarde em Birigui, onde o Bandeirante não perde há mais de um ano. Os dois times buscam a reabilitação e o que levar a pior ficará bastante complicado. O Norusca corre muito perigo por motivos óbvios: o Bandeirante é fortíssimo - liderou a fase classificatória em sua chave - e terá o apoio de sua inflamada torcida. Para se ter uma idéia do clamor, a média de público é de cinco mil pagantes por jogo e quando o Bandeirante perde, é ameaçado de apanhar dos fiéis fãs. Como fervoroso noroestino, acredito no time, mas se o jogo estivesse na Loteria Esportiva, eu cravaria palpite triplo.

MEMÓRIA

Copa do Mundo do México/70: Brasil 4 x 2 Peru, em Guadalajara, gols de Tostão 2, Rivellino e Jairzinho. Gallardo e Cubillas descontaram. Árbitro: Vital Loraux (Bélgica). Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Marco Antônio; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho (Roberto), Tostão, Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo. Peru: Rubiños; Campoz, Fernandez, Chumpitaz e Fuentes; Mifflin e Challe; Baylón (Sotil), León, Cubillas e Gallardo. Técnico: Valdir Pereira, o bicampeão mundial Didi.

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