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Para sindicato, diretor deveria ser de carreira

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A função de diretor de unidades da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) deveria ser ocupada por servidor de carreira. É a opinião do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo, Antonio Gilberto.

Ele acredita que dessa forma haveria continuidade nos programas e projetos nas unidades da instituição. “O cargo ocupado por servidor de carreira garantiria a execução de um plano de trabalho permanente porque ele é uma pessoa que atua no dia-a-dia e conhece a atividade e a rotina da instituição”, defende.

Na avaliação dele, as freqüentes trocas de comando nas unidades só prejudica o projeto de ressocialização dos internos. “As pessoas indicadas para esses cargos de comando não conhecem a instituição, a clientela com a qual vai trabalhar. Também não apresentam um plano de atividade permanente. E isso gera as crises junto ao corpo funcional e aos adolescentes”, opina.

A leitura feita por Gilberto em nível de unidade também é aplicada por ele no comando macro da instituição. “Cada troca de governo e de diretor técnico muda as regras. Uma hora querem que os jovens estejam nos pátios. Troca de comando e exigem que eles fiquem todos trancados. Não há uma linha definida. E isso arrebenta. Os internos também não conseguem assimilar o projeto pedagógico que vai ressociá-lo”, observa.

O sindicalista acredita que esse quadro acaba por desmoralizar a instituição diante da opinião pública. “A classe empresarial e o Poder Judiciário acabam desacreditando no sistema.”

Para ele, se o governo não definir uma política de estabilidade na Febem, que pode ser atingida através de gestões comandadas por pessoal de carreira, a solução para as rebeliões e os motins dificilmente será alcançada. “A Febem, infelizmente, acaba sendo usada para fins eleitoreiros”, finaliza.

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