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Mães reclamam de maus-tratos a filhos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Um grupo de mães procurou a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para denunciar que seus filhos estão sendo destratados na unidade da Febem de Bauru. A comissão, através de seu presidente, Gilberto Truijo, diz que vai apurar as denúncias.

“Meu filho está doente. Na última visita, domingo passado, ele estava com febre. Também não estava sendo medicado para o problema de sopro no coração”, reclama uma delas, sem se identificar com medo de sofrer represálias.

Ela conta que há comentários de que os jovens teriam sofrido agressões de policiais militares e funcionários da unidade nas últimas duas rebeliões. “Se depender das mãos dos homens, meu filho sairá pior da Febem. Minha esperança é Deus”, diz.

Uma outra senhora, avó de um interno, reclama da morosidade do Poder Judiciário. “Meu neto já está lá há mais de dez meses e não se tem notícias de quando vai sair. De certa forma, isso acaba revoltando esses meninos”, opina.

Na avaliação de uma outra mãe de interno, a Febem deveria oferecer mais opções de educação e lazer, além de uma academia. “Os garotos deveriam se ocupar de alguma coisa mais útil, um serviço interno”, comenta.

Uma outra reclamação já feita à direção da unidade é a separação dos jovens de maior periculosidade daqueles que praticaram infrações mais leve.

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