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Instituto Vidágua inaugura base no Vale do Ribeira

Da Redação
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O Instituto Ambiental Vidágua aproveitou o Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado anteontem, para lançar oficialmente o Programa Mata Atlântica, que terá sede no Vale do Ribeira, em Iguape. A nova base será coordenada pelo biólogo Clodoaldo Gazzetta que, após cerca de sete anos de colaborações extra-oficiais, passa a integrar novamente a equipe do Vidágua.

De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, o programa tem como principal objetivo fomentar trabalhos para a conservação do ecossistema da Mata Atlântica, por meio do desenvolvimento sustentável das comunidades locais. A base é estratégica porque está inserida dentro do domínio da mata, região que recebeu da Unesco o título de Patrimônio Histórico e Ambiental da Humanidade, acrescenta a assessoria de imprensa.

Dos 90 mil quilômetros quadrados que restam de Mata Atlântica original no Brasil, aproximadamente 23% estão no Vale do Ribeira. Por essa razão, na opinião de Gazzetta, o programa trará ao Vidágua a experiência para atuar de forma mais qualificada no ecossistema.

“A proposta do Programa Mata Atlântica, associado à instalação de uma base na região do Vale do Ribeira, vai nos colocar desafios de atuar qualitativamente num dos ecossistemas mais ameaçados do planeta”, acredita o biólogo.

Gazzetta explica que a base atuará em três linhas estratégicas, sendo elas a biodiversidade, educação ambiental e desenvolvimento sustentável. O Programa já tem três projetos em desenvolvimento.

Para fortalecer as ações, a base também participará do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Federal Cananéia, Iguape e Peruíbe; do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul; e do Comitê Gestor do Parque Estadual da Ilha do Cardoso.

Projetos

Criado há pouco mais de dez anos com a finalidade inicial de preservar recursos hídricos, o Vidágua desenvolve três projetos a partir do Programa Mata Atlântica. Um deles, denominado “Gestão participativa para o uso dos recursos pesqueiros no Complexo Estuarino-lagunar de Iguape, Cananéia e Ilha Comprida”, tem como objetivo implementar proposta de ampliar a integração entre as entidades da região e as comunidades locais, fortalecendo práticas de pesca sustentável.

Um outro, chamado “Viveiro Florestal da Mata Atlântica”, trabalha com produção de espécies vegetais nativas e contribui para a recuperação de áreas degradadas, projetos de reflorestamento e educação ambiental, informa a assessoria de imprensa do Vidágua.

O “Observando o Ribeira Fase 3”, o terceiro deles, é voltado para o monitoramento da qualidade das águas da bacia hidrográfica do rio Ribeira de Iguape, atividades de educação ambiental e capacitação de alunos e professores, visando a recuperação do meio ambiente. O projeto é desenvolvido em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica.

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