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Região tem queda de 46% na mortalidade infantil

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Região - A região de Bauru registra queda expressiva de 46% no índice de mortalidade infantil nos últimos 10 anos conforme levantamento feito pela Fundação Seade com dados da Secretaria de Estado da Saúde. Entre 24 regiões administrativas do Estado, a de Bauru ocupa a quinta melhor posição.

Em 1995, a região detinha o décimo melhor índice do Estado, ao lado de Marília. Já em 2004 passou para o quinto, subindo cinco posições.

O índice de mortalidade infantil é formado pelo número de mortes para cada mil nascidos vivos menores de um ano. Em 2004, o índice apurado na região de Bauru foi de 12,3 contra 22,9 registrados em 1995, numa redução de 46%.

No levantamento da Seade, Bauru se posiciona melhor que as regiões de São José do Rio Preto (-28,05%), Campinas (-41,28%), São José dos Campos (-42,17%), Grande ABC (-39,09%) e Presidente Prudente (-33,03%).

Nas 645 cidades do Estado, a marca foi de 14,25, redução de 83% em comparação com 1975, quando o coeficiente foi de 85,24.

A retração da mortalidade infantil nos últimos anos deve-se à redução das mortes provocadas por doenças infecciosas e parasitárias. Essas doenças respondiam por 15,6% dos óbitos infantis em 1985 e passaram a representar 4,8% em 2004. As mortes por doenças do aparelho respiratório também diminuíram. Outro fator que está em queda é a mortalidade no final da gestação e na primeira semana de vida – causas perinatais. Atualmente, a metade dos óbitos infantis concentra-se na primeira semana de vida da criança.

A ação efetiva dos governos municipais e estadual também colaboraram para a queda da mortalidade infantil. Destaque para as campanhas de vacinação, o acompanhamento da criança no primeiro ano de vida e o investimento em saneamento básico.

A região de Bauru apresenta municípios com ótimos desempenhos e uma busca por índices de mortalidade infantil de um dígito, apenas registrados em países de primeiro mundo. Lençóis Paulista (43 quilômetros a sudeste de Bauru) apresentava em 2002 um índice de 12, que caiu para 5,6 em 2003 e no ano passado foi de 9 mortes para cada mil nascidos. A projeção para este ano é de índice entre 10 e 15.

O diretor municipal de Saúde de Lençóis Paulista, Norberto Pompermayer, avalia que ações integradas do poder público interferem decisivamente nos indicadores de mortalidade infantil. Ele destaca como prioritária a coleta de lixo constante e o baixo índice de interrupção no fornecimento de água potável. Medidas que causam impacto a médio prazo não apenas nos números da mortalidade infantil, mas também em doenças como dengue e leishmaniose

A cidade de Lins (100 quilômetros a noroeste de Bauru) também evoluiu muito nos últimos anos. Em 2002, apresentava um índice de 18,48, que atingiu 27,57 no ano seguinte. Porém, em 2004, o município atingiu o sonhado um dígito: 9,39. A projeção para 2005 é 11,77. A Secretaria Municipal da Saúde de Lins tem conseguido avançar na política de saúde para recém-nascidos e gestantes.

A coordenadora de Saúde Coletiva, Rosana Penques, atribuiu os bons resultados à permanência dos programas de saúde na transição dos governo. Ela lembra que muito tempo se perdeu com a política de zerar as políticas públicas na troca de poder.

Jaú está abaixo da média do Estado que hoje é de 14,2 para cada mil nascidos vivos. No ano de 2004, a cidade teve 10,4 mortes para cada mil nascidos vivos.

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