Na Tribuna do Leitor de 28/5/05, Antônio Vitorino Ferreira critica as atividades da Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, em relação ao combate da leishmaniose. Gostaria que pudessem me dizer se a prefeitura tem a função de educar seus munícipes? Pois de quem é o lixo acumulado nos quintais ou jogados em terrenos baldios? Do prefeito? Acredito que não.
O problema da leishmaniose é maior. É uma questão de cidadania, educação, higiene e consciência. Cada indivíduo é responsável pelos seus atos. O meu lixo, é lixo tanto quanto o lixo de qualquer bauruense. Entretanto, eu não jogo o meu lixo na porta de ninguém, como muitos moradores de outros bairros vêm até a minha rua jogar lixo (próximo ao Cemitério Cristo Rei).
Só para lembrar: mosquito voa, e num perímetro de 200 metros quadrados, ele pode infectar qualquer um - tanto cachorros quanto seres humanos. Mas muitas pessoas compram a tal “coleira” para repelir o mosquito. Grande ingenuidade, pois na impossibilidade de picar um cachorro, a vítima do mosquito será você ou seu filho!
E acrescento que a Secretaria de Saúde vai, sim, às casas dos bairros endêmicos para orientar sobre como evitar os mosquitos, mas a população também deve colaborar, pois a doença existe na ausência da limpeza, não só pública, como também dentro dos domicílios. Não é mais fácil limpar o quintal e colocar o lixo num saco plástico para os coletores da Emdurb levarem? O exemplo tem que partir de algum lugar, não necessariamente da prefeitura. Faça a sua parte, conscientize as pessoas, porque o mosquito do quintal do seu vizinho pode picar você.
Albertina de Cássia Marques da Rocha - RG 23.274.989-9