Um imbecil me disse que não sou a favor da inclusão. Perguntei ao dito cujo, especialista em educação: O que o senhor entende por inclusão? Ele respondeu que inclusão é incluir os adolescentes com desvio de conduta e os especiais nas escolas públicas e particulares. Tornei a perguntar-lhe: O senhor já passou alguns anos na escola pública, em salas com 50 alunos, com dois ou três alunos especiais? E qual foi o resultado e o endereço dessa escola? O ilustre educador, habituado ao ar-condicionado e com pouca experiência, me disse que o resultado não pode ser medido nem a médio nem a longo prazo e que decisão de chefe ou de gabinete não se discute, cumpre-se. Afirmei a esse senhor que sou a favor da inclusão, não só na educação, mas em todos os setores da sociedade, mas tenho notado que os resultados são negativos. Incluíam-se dois ou três e excluíam-se 40. Existem alunos que são lideranças negativas, que não querem saber de nada e acabam tirando o direito do resto da sala de construir seu conhecimento. Tanto alunos quanto professores acabam sendo reféns dessa minoria. Os professores não são contra a inclusão desses alunos. Os professores são contra a exclusão da maioria da classe que perde em aproveitamento, uma vez que o professor é obrigado a nivelar o ensino por baixo e os alunos já mais adiantados são obrigados a fazer revisão da matéria e ficam desmotivados. Tudo isso vem mais uma vez agravar a situação das escolas públicas, sem que algo de concreto seja feito para modificar esse triste panorama. Fica a pergunta: Algo tem que ser feito, mas o quê?
Geraldo Marques de Oliveira - Marcão - RG 550.227-DF