A reboque de um auto de infração emitido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), 1.500 pneus acondicionados irregularmente foram retirados ontem do Sambódromo. O material, transferido para um barracão, representava risco de proliferação de larvas do mosquito transmissor da dengue, situação descartada pela Booster Eventos.
A empresa, que promove eventos automobilísticos no local, alega que a acomodação dos pneus seguiu orientação da saúde pública. “Eles foram furados. Acumulava pouca água, capaz de evaporar num dia de sol. Para não ter mais problema, decidimos tirar. Só não tiramos antes porque não sabíamos para onde levar”, explica o diretor, Tony Ibanhez.
Ele esclarece que somente os pneus cedidos pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) não foram perfurados porque seriam devolvidos. “Em nome da Booster Eventos e da Liga das Escolas de Samba (Lesec), responsável pela área, peço desculpas a qualquer morador que se sentiu lesado”, diz.
Os vizinhos do Sambódromo, situado no Núcleo Habitacional Presidente Geisel, se sentiram ameaçados com a possibilidade de conviverem com o transmissor da dengue e da febre amarela. A mobilização levou o CCZ a autuar a promotora do evento, que recebeu cinco dias para retirar os pneus da passarela, sob risco de multa. No primeiro dia de prazo, o problema foi contornado.