Rural

Produtor tem novas linhas de crédito

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

Um decreto assinado na última semana pelo governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), resultou na abertura de duas linhas de financiamento do programa Moderfrota, dentro do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) - órgão da secretaria. Uma delas facilitará a aquisição de tratores novos e usados, com taxa de juros subsidiada de 4% ao ano.

A informação foi trazida pelo secretário estadual de Agricultura, Duarte Nogueira, que esteve em Bauru na última segunda-feira (conforme divulgado pelo JC) para participar da assinatura do convênio do Sistema Agroindustrial Integrado (SAI), parceria entre a secretaria e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com o secretário, no caso do financiamento de tratores novos e usados o programa atenderá produtores com renda bruta anual de até R$ 185 mil. O agente financeiro é a Nossa Caixa.

“O financiamento é de até R$ 60 mil, tanto para tratores novos quanto usados. A taxa de juros é de 4% ao ano, a mais baixa do mercado, e o contratante terá dois anos de carência para começar a pagar. O prazo para quitar o financiamento é de até cinco anos. Além disso, existe também a linha (para aquisição) dos secadores rotativos de café, que vai atender os produtores nesse início de colheita, que está começando no Estado todo”, diz Nogueira.

O Estado de São Paulo é o terceiro maior produtor de café do Brasil, o segundo em café arábica e o maior consumidor do produto em âmbito nacional - sendo responsável por 40% do consumo do País, além de responder por mais de 50% das exportações do café brasileiro.

No suco de laranja, o Estado é responsável por 97% das exportações brasileiras, segundo o secretário. Na cana-de-açúcar, o Estado responde por dois terços da produção nacional da matéria-prima, 61% do açúcar e 63% do álcool.

“Este é um mercado que está firme, e a vitória na Organização Mundial do Comércio (OMC) do painel brasileiro junto com a Austrália e a Tailândia nos abrirá um mercado potencial de cinco milhões de toneladas de açúcar. Isso é maravilhoso”, aponta.

Pesquisadores

O secretário estadual de Agricultura também informou, durante entrevista concedida à reportagem em Bauru, que foi concluída a última etapa de admissão de pesquisadores científicos, nomeando todos os que foram admitidos em concurso realizado no final do ano passado.

“A primeira etapa contemplou 201 pesquisadores que foram para os seis institutos de pesquisa e mais os centros de cadeia de produção. Agora, foram admitidos mais 171 pesquisadores para os pólos regionais que a secretaria tem espalhados em 15 regiões do Estado. Está entre as nossas grandes preocupações investir em pesquisa. Essa é a maior admissão de pesquisadores da história da secretaria”, afirma Nogueira.

Na regional de Bauru está o pólo de Jaú e a unidade de pesquisa e desenvolvimento de Gália, especializada em sericicultura (bicho da seda). Segundo o secretário, para a grande região foram deslocados 12 novos pesquisadores, sendo quatro para a área de fitotecnia, um para economia rural, dois para agregação de valor, um para sanidade animal, um para sanidade vegetal, um para pesca e dois para zootecnia.

“Isso vai dar vazão de trabalho a várias linhas de pesquisa, que é o nosso grande diferencial, pois o Brasil é imbatível do ponto de vista da tecnologia e de condições climáticas, de solo, entre outras. Portanto, a pesquisa precisa de incentivos constantes”, acrescenta Nogueira.

Seguro rural

O secretário cita, ainda, que o Estado de São Paulo é pioneiro em colocar à disposição do setor produtivo o projeto de subvenção do seguro rural. O piloto foi lançado em novembro de 2003, fazendo o seguro de cinco culturas: uva, laranja, banana, milho e feijão.

“O agricultor faz o seguro da sua produção e o Estado devolve para ele um cheque da Nossa Caixa de metade da despesa que ele teve. E neste ano agrícola que está em vigor, ampliamos a quantidade de culturas abrangidas pelo seguro de cinco para 26, e os recuros pularam de R$ 10 milhões para R$ 29 milhões. Para se ter uma idéia, o Ministério da Agricultura tem para o Brasil inteiro R$ 18,5 milhões para fazer a subvenção do seguro rural.”

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