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Conta-giros não é 'enfeite'

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Ele é pequeno, mas de grande importância quando o objetivo é economizar combustível e aproveitar ao máximo a vida útil dos motores. Apesar disso, muitos motoristas desprezam os conta-giros dos veículos, encarando-os como meros “enfeites” dos painéis e ignorando suas múltiplas utilidades.

“Quem o deixa de escanteio não tem idéia da diferença que ele faz quando o que se pretende é poupar combustível e evitar o desgaste prematuro dos componentes do motor”, enfatiza o engenheiro mecânico bauruense Marcos Bormio. Mas como cumprir essas “missões” através do conta-giros?

Uma boa forma é lendo o manual do proprietário do automóvel. Nele estão contidas informações preciosas voltadas à condução “econômica” do veículo, tarefa na qual o componente está intimamente ligado. “Lá (no manual) o motorista descobre quais as melhores faixas de rotações e velocidades, que variam conforme o modelo do automóvel, para se trocar as marchas conciliando a força máxima dos motores com a economia de combustível”, ressalta Bormio. Na prática, exemplifica o engenheiro, basta lembrar de algumas “regrinhas” ao volante para usufruir dos benefícios que o conta-giros pode trazer. “Em ambiente urbano, quando as trocas de marchas são freqüentes, observe no manual as faixas de rotações, ou velocidades, mais adequadas para se efetuá-las”, ensina. E acrescenta: “Já na estrada, o segredo é manter o regime de rotações sempre próximo à força máxima do motor.”

Além disso, o engenheiro orienta que o aproveitamento eficiente do componente não deve ser confundido com “esticar” as marchas. “Em hipótese alguma isso deve ser feito, pois eleva o consumo e abrevia a vida útil do motor”, alerta Bormio. Da mesma forma, complementa o engenheiro, jamais deve-se ultrapassar a faixa vermelha do conta-giros, que aponta a faixa de trabalho de extremo risco para o motor. “Isso o sobrecarrega e o expõe a sérios danos, como quebra de componentes internos”, adverte.

Também deve-se evitar rodar em rotações muito baixas, como andar a 40 km/h em quarta marcha. “Isso representa uma carga muito forte para o motor. Ao insistir nessa condição, você terá de pisar mais para adequar a velocidade à marcha. O resultado é que se elevam o consumo do combustível e o desgaste do câmbio e do motor”, frisa Bormio.

Já quem não tem conta-giros no veículo, a receita é seguir o bom senso. “É preciso ter a sensibilidade necessária para saber o momento certo das trocas de marchas. Muitas vezes é no ouvido mesmo, escutando o motor”, conclui o engenheiro.

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Você sabia que...

• O conta-giros indica o número de voltas - os conhecidos “RPMs”, ou rotações por minuto - que o virabrequim realiza em um minuto? O virabrequim é o componente incumbido de transformar o movimento de sobe e desce dos pistões em um movimento rotativo, transmitindo força - energia mecânica - ao motor

• O conta-giros também é útil para saber se a velocidade da marcha lenta está correta? Geralmente - ela pode variar conforme o modelo do veículo -, a correta situa-se na faixa dos 800 rpm

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