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Discreto sim, bonito também

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Nunca é demais repetir: quem entende - de verdade - de “tuning” sabe que a quantidade de modificações em um veículo não é o único ponto de referência para classificá-lo como “tunado” ou mesmo “bonito”. Prova disso é o Astra hatch do estudante bauruense Gabriel Souza Santos Lopes, 19 anos, que conseguiu “tunar” o automóvel e ainda deixá-lo atraente aos olhos com poucas, mas certeiras alterações.

Gabriel sempre foi apaixonado por automóveis desde “criancinha” e conta que a admiração pelo mundo das quatro rodas está no “sangue” da família. “Meu pai foi piloto amador de rali e eu já cheguei até a correr de kart”, revela. Mas quando a mãe comprou o Astra hatch, em 1999, a paixão deslanchou de vez e ele tornou-se um “fã” ardoroso do modelo da General Motors.

Tanto que, quando o carro “caiu” na sua mão, no ano passado, ele não perdeu tempo para “tuná-lo”. “O Astra era original e agora virou o que você está vendo aí”, ressalta o estudante, apontando com orgulho sua “cria”. Por fora, o veículo recebeu novos pneus e rodas - agora elas são aro 17 -, aerofólio, spoilers laterais, lanternas fumês traseiras, máscaras negras nos faróis - que também contam com pisca safety-car -, aplique de alumínio na tampa do tanque de combustível e ponteira dupla de escapamento.

Este último componente foi o responsável por deixar o Astra com um “barulhão” que já tornou-se sua marca registrada e motivos de brincadeiras para a família. “É gostoso quando ele chega de madrugada”, brinca Francisco Souza Santos Filho, avô de Gabriel. E acrescenta: “Também não tem como ele esconder que chegou tarde em casa.” Ainda externamente, um detalhe curioso chama a atenção: a bola do engate tem a forma de um crânio de caveira. “Na verdade, ela era uma bola de câmbio com rosca que adaptei no equipamento”, revela Gabriel.

Por dentro, o carro também conta com acessórios básicos em qualquer personalização: tapetes de alumínio que ele mesmo produziu, além de pedaleiras, volante e manoplas de câmbio e de freio de mão esportivos. Para completar, pintou de prata o console central, o painel e os puxadores de porta, instalou neon azul próximo às pedaleiras e deu um “upgrade” no sistema de som, que conta com quatro alto-falantes e dois módulos de potência.

E, como todo bom “tuner”, ele não pretende parar por aí. Além de colocar capô de fibra com scoop, pára-choques envolventes também de fibra, quer melhorar ainda mais o som, instalar bancos de couro e turbinar o motor, que atualmente possui apenas filtro esportivo.

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