A presidente da executiva municipal do PT, Estela Almagro, garantiu ontem que os militantes denunciados em desvio de conduta política terão direito de apresentar defesa à comissão de ética instaurada. “Na verdade, não haveria necessidade de comissão de ética porque as provas apresentadas são incontestáveis. Mas o diretório estadual nos pediu para garantir o direito de defesa”, explica.
A dirigente conta que a maior parte dos membros do grupo ofereceu resistência às convocações emitidas pelo diretório. “Por isso decidimos pela publicação do edital. E agora vamos providenciar o encaminhamento das convocações pelo correio através de carta registrada”, informa.
Ela prevê que no prazo máximo de 15 dias a comissão de ética vai iniciar os trabalhos. “A publicação do edital de convocação está prevista no nosso estatuto e o envio de carta registrada também. Após o início dos trabalhos, a comissão terá 90 dias para concluí-lo”, explica.
Com relação ao pedido de intervenção no diretório municipal, Estela sugere a Jesus Garcia que evite o deslocamente até São Paulo. “O Paulo Frateschi (presidente do diretório estadual) estará em Bauru nesta semana. Jesus e seu grupo poderão fazer o protocolo pessoalmente”, ironiza.
A dirigente petista afirma que o grupo de nove militantes está filiado aos quadros do PT atualmente, embora estivesse excluído do partido no período em que prevaleceu a expulsão determinada pelo diretório municipal.