Tribuna do Leitor

Inteligência emocional - uma nova fronteira


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É nas amizades íntimas e nas brincadeiras que as crianças aprimoram as aptidões sociais e emocionais que constituirão seu comportamento afetivo e social posterior. Hoje, as crianças encontram-se fechadas dentro de suas casas assistindo TV ou jogando vídeo-game. Excluídas das brincadeiras coletivas, este rico campo de aprendizagem, encontram-se em desvantagem pois é através destas brincadeiras que  aprendem a identificar seus sentimentos (inteligência intrapessoal) e identificam melhores meios de aliviar suas tensões e/ou a lidar com seus relacionamentos (inteligência interpessoal).

Dificuldades em relacionar-se na infância podem elevar a ansiedade, predispondo a hábitos alimentares mal adequados ou também a uma propensão ao uso de álcool na adolescência.

O impacto dos pais sobre a competência emocional começa no berço. O sucesso escolar depende das características emocionais formadas nos anos que antecederam a entrada da criança na escola.

Pais impositivos, que perdem a paciência com as dificuldades dos filhos, que elevam a voz enojados ou exasperados; chegando ao ponto de chamar o filho de “idiota”, comportam-se com o mesmo desprezo e nojo  que corroem um casamento. Os filhos reagem a este tratamento comportando-se mal na escola. Os pais, não compreendendo a origem deste desvio de conduta, se dirigem a escola para inquirir direção e professores sobre o “porquê” de não conseguirem controlar o comportamento do filho, afinal, em casa ele é “tão bonzinho”!.

Novamente a escola acaba por ter que responder pela imperícia dos pais em lidar e, principalmente, entender o comportamento dos filhos.

É sempre mais fácil, mais digerível, encontrar um culpado por aquilo que não fizemos por incompetência por ou covardia.

José Reginaldo Furtado

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