Regional

Acidente em rodovia engrossa estatísticas de morte nas cidades

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Ao contrário do que ocorre nas grandes metrópoles, os municípios da região não apresentam trânsito intenso e nem graves acidentes na área urbana, porém, por serem extensos, computam as mortes das rodovias que os rodeiam.

Esse é um dos cenários apontados no mapa da violência no Brasil traçado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e divulgado na última semana de maio.

O estudo, que analisa as taxas de violência letal no Estado entre 1993 a 2003, mostra que em São Paulo houve uma queda no número de homicídios, em torno de 12,1% entre 1999, quando os assassinatos atingiram seu pico, e 2003.

O levantamento dividiu as mortes violentas em homicídio, suicídio e acidentes de transporte e em taxas por grupos de 100 mil habitantes.

Os resultadosdo mapa apontam que o grande desafio das autoridades é conter as mortes violentas, sejam elas provocadas por atos dolosos, ou não intencionais, como na maioria dos casos de acidentes de trânsito.

Na região de Bauru, as cidades apresentam, em sua maioria, um baixo índice no quesito homicídio. São municípios pacatos, onde ainda as lesões corporais e ameaças representam 90% das ocorrências registradas nas delegacias.

Por outro lado, em Lençóis Paulistas (a 43 quilômetros de Bauru), por exemplo, cuja rodovia Marechal Rondon a separa do Jardim Primavera, os moradores do bairro são as principais vítimas de atropelamentos, mesmo com todos os equipamentos que o Estado coloca à disposição da população para evitar esse tipo de acidente.

A negligência, imprudência e imperícia da população continuam sendo as principais causadoras de mortes violentas no trânsito. A falta de conscientização do condutor e dos pedestres alimenta essa cadeia que mata especialmente os jovens de 15 a 24 anos.

No interior do Estado, de acordo com o estudo, os óbitos provocados por acidentes de transporte apresentaram um crescimento de 9,8% entre jovens. Já o aumento entre os não jovens foi de 0,7%.

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Taxa de mortes por 100 mil/hab

(2003)

• Agudos Homicídios: 15,1 Acidentes: 13,1 Suicídios: 4,0

• Alvinlândia Homicídios: 00 Acidentes: 00 Suicídios: 00

• Arealva Homicídios: 00 Acidentes: 18,1 Suicídios: 4,6

• Avaí Homicídios: 00 Acidentes: 14,5 Suicídios: 00

• Balbinos Homicídios: 00 Acidentes: 00 Suicídios: 25,2

• Duartina Homicídios: 7,9 Acidentes: 10,6 Suicídios: 5,3

• Paulistânia Homicídios: 17,9 Acidentes: 00 Suicídios: 00

• Lençóis Paulista Homicídio: 6,4 Acidentes: 9,3 Suicídio: 2,9

• Lucianópolis Homicídios: 00 Acidentes: 15,7 Suicídios: 00

• Reginópolis Homicídios: 00 Acidentes: 7,0 Suicídios: 14,1

• Mineiros do Tietê Homicídios: 2,8 Acidentes: 11,3 Suicídios: 2,9

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