Regional

Lençóis sofre mais com atropelamento

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Na cidade de Lençóis Paulista (a 43 quilômetros de Bauru), as mortes provocadas por acidentes de trânsito na área urbana são quase nulas. Porém, um local conhecido pela população como o ‘trevo da morte’ é o ponto mais crítico, onde ocorrem 90% das mortes geradas pela violência no trânsito. Embora esteja na rodovia Marechal Rondon, a área pertence ao município e separa a cidade do Jardim Primavera.

Os atropelamentos acontecem mais nos finais de semana e no período noturno, explica o delegado titular da cidade, Luiz Cláudio Massa. “Este trecho fica próximo da saída 299, quilômetro 300 da rodovia. Os acidentes ocorrem em ambos os lados, indo e vindo da Capital.”

Na opinião do delegado, falta cautela à população. “Há uma passagem por baixo do viaduto, uma passarela, que os moradores alegam que é perigosa. Mas em 10 anos nunca foi registrado um estupro, roubo ou furto no local.”

A passagem é pouco usada pelos moradores que insistem em transgredir as normas. “Há sinalização e alambrado para impedir que os pedestres atravessem a pista. Porém, o alambrado é sempre cortado e os atropelamentos continuam ocorrendo.”

De acordo com Massa, o Estado faz a sua parte neste caso. “O que falta é a conscientização dos moradores.” Ele explica que em 90% dos casos registrados o acidente envolve pessoas do sexo masculino. “Em vários deles, verificamos que a vítima estava embriagada, o que colabora para a ocorrência do acidente.”

Na área urbana, as poucas mortes causadas por acidentes de trânsito, segundo o delegado, envolveram motociclista. “De maneira geral, o trânsito da cidade é calmo, mas já houve casos de acidentes graves com motos.”

Os assassinatos ocorridos na cidade de Lençóis Paulista são esporádicos. No ano passado foram dois e este ano mais dois, até este mês. “A maioria são cometidos com armas brancas, uma peculiaridade. São ocasionados por brigas em bar ou passionais.”

Os homicídios registrados na cidade são casos que não podem ser previstos para serem prevenidos, diz Massa. “Os assassinatos registrados aqui não estão ligados ao tráfico ou ao crime organizado, são ocasionais.”

Só para ilustrar, ele lembra que em 2004 um enteado matou o padrasto. “O autor, a vítima e a testemunha (mãe do autor e mulher da vítima) estavam embriagados. Neste ano, o tio matou o sobrinho. São exemplos de crimes que ocorrem por aqui.”

Os problemas psiquiátricos foram os responsáveis pelas mortes registradas como suicídio na cidade.

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