Regional

Duartina critica trevo inacabado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

No município de Duartina (a 38 quilômetros de Bauru), os acidentes com vítimas fatais na área urbana são raros, mas uma curva existente na rodovia Bauru/Marília, faz com que eles apareçam nas estatística da Unesco. As mortes violentas, fruto de homicídios, ocorrem durante os grandes eventos, como Carnaval e Festa do Peão e envolvem moradores de cidades vizinhas.

A ‘curva da morte’, explica o delegado titular de Duartina, Antônio Augusto de Campos Lima, era para ser a alça de um trevo. “Como não saiu o trevo, ficou a alça. A curva é fechada e a maioria dos acidentes ocorridos no local resultam em mortes ou lesões graves.”

No local, a ocorrência de acidentes é quase uma rotina. “A pista é simples e a falta de atenção dos condutores contribui para que aconteçam os acidentes.”

Outra contribuição estatística vem da rodovia SP 293, que liga Duartina à cidade de Cabrália Paulista. “A pista é simples e bastante movimentada.”

Mortes violentas

O Carnaval e a Festa do Peão são dois eventos que atraem grande número de moradores das cidades vizinhas a Duartina. No Carnaval de 2003, uma morte foi registrada. “As evidências mostraram que foi um acerto de contas. A vítima e o autor não eram moradores de Duartina, se encontraram na festa, que é popular e gratuita.”

Na Festa do Peão, em outubro de 2004, a delegacia registrou um estupro e um homicídio. “A vítima e o autor do estupro eram moradores das cidades vizinhas. Vieram em ônibus para a festa. O mesmo aconteceu com o homicídio.”

Na opinião do delegado, em época de festa popular há a mistura de pessoas que moram fora de Duartina. “Chegam ônibus de prefeituras vizinhas trazendo gente tanto para o Carnaval como para a Festa do Peão.”

Os suicídios ocorridos na cidade têm como agente provocar doenças psicológicas. “Um ou outro caso teve causa diferenciada.”

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