Politicando

Obra faraônica


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Em se falando de obras outrora consideradas faraônicas, lembro-me da inauguração do prédio próprio do Instituto Adolfo Lutz, em 1969, quando Romeu Yague, diretor e idealizador do novo prédio, ouviu de seu diretor, Ariosto Büller Souto, a seguinte crítica:

- Você construiu aqui uma obra faraônica, isto não é para o nosso tempo. Parece prédio para o ano 2000!

Não só para o ano 2000, mas agora, para os anos do século 21, é pequeno, deficiente, já sucateado pela má conservação que se observa em quase todas as obras públicas, cujos idealizadores, enquanto nelas ainda permanecem, conservam-nas, mas seus sucessores, sem o mesmo idealismo, descuidam e abandonam.

Relatado por Isolina Bresolin Vianna, funcionária do Instituto Adolfo Lutz de 1953 a 1985

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