Economia & Negócios

Em greve, funcionários do INSS adotam triagem para fazer atendimento

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Em seu terceiro dia útil de paralisação, funcionários em greve do posto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em Bauru montaram um sistema de triagem para minimizar os efeitos do movimento grevista, que reduziu ontem de 500 para 200 os atendimentos diários.

Por meio de um funcionário, as pessoas que procuravam o posto passavam por uma triagem que definia quem seria recebido na unidade. A prioridade era para perícia médica, pagamentos, agendamento prévio e segurados atendidos pela Unidade de Reabilitação Profissional (URP).

A previsão do gerente-executivo do INSS, Josué Lopes Moreira, é de que, nos próximos dias, mais funcionários venham a aderir à greve em Bauru, afetando ainda mais o atendimento, que foi reduzido a 300 no primeiro dia de paralisação e 268 no segundo. De acordo com ele, no posto a adesão é de pouco mais de 20% do total de 57 funcionários.

José Aparecido Antunes, diretor do sindicato da categoria (Sinsprev-SP), também prevê que a adesão dos funcionários de Bauru ao movimento grevista seja ampliada. Ontem, mais um funcionário do atendimento cruzou os braços, ampliando para 12 o total de servidores parados no posto. Segundo o sindicalista, uma assembléia estadual em São Paulo, na próxima quinta-feira, irá avaliar a greve, que provocou a redução do atendimento das 7h30 às 11h.

Além do INSS, os funcionários da regional de Bauru da Fundação Nacional do Índio (Funai) também mantiveram ontem a paralisação iniciada na semana passada.

Cetesb

No início da manhã de ontem, foi a vez dos funcionários da Cetesb paralisarem suas atividades. Houve uma negociação e os 20 trabalhadores de Bauru retornaram ao trabalho. A negociação-relâmpago foi entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e o sindicato da categoria (Sintaema).

O governo estadual atendeu a reivindicação de reajuste de 7,94% reivindicada pelos funcionários, extensivo ao vale-alimentação e vale-refeição. Conforme o sindicato, a paralisação na região atingiu Marília, Presidente Prudente e Bauru.

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