Na última sexta-feira, passei em frente a um sindicato e havia um cartaz chamando o governador Geraldo Alckmim de “Pinókimim”, uma sátira ao personagem dos livros infantis Pinóquio.
Se o governador é o Pinóquio, o presidente Lula é o quê? Um mágico que, com sua cartola e varinha mágica, vai fazer surgir 10 milhões de empregos (como prometeu em campanha) e um salário mínimo decente (porque com R$ 300,00 mal dá pra viver)? Fará a alta taxa de juros e a carga tributária desaparecerem colocando-as dentro da sua cartola (para felicidade dos empresários)? Ou então, ele é um rei malvado que passa por cima de tudo e de todos (deputados e senadores) para impor suas vontades?
Admira-me os sindicatos criticarem o governador Alckmim porque, até agora, em cinco anos de governo, nunca se abriu na Assembléia Legislativa uma CPI, fato que em dois anos de governo Lula está virando moda. Abre-se CPI e o “rei malvado” impede. Com o aparecimento das CPIs, eu pergunto se em oito anos de governo FHC não existiam irregulariedades nas empresas estatais ou em dois anos elas resolveram sair do armário? E justamente em um governo que dizia, em suas campanhas, que jamais haveria corrupção, desvio de dinheiro e conduta.
Não é interessante? Quem não deve não teme, mas, como se vê, ele deve e teme. Antes de atacar, deve-se ter uma excelente defesa para que a derrota que a população está tendo com o arquivamento dessas CPIs não mude a frase “...e eles viveram felizes para sempre” para “...e eles viveram com CPIs para sempre.” Fim.
Rosemeire Egnes Leite - RG 41.719.173-X - técnica em contabilidade