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Direção da unidade da Febem de Bauru deve mudar outra vez

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A presença de funcionários da Fundação do Bem-Estar do Menor (Febem) de São Paulo na unidade de Bauru, durante o dia de ontem, reforçou uma informação extra-oficial que já corre entre funcionários e órgãos ligados à entidade: a direção da Febem de Bauru deve mudar em breve, pela sexta vez em três anos. A assessoria de imprensa do órgão garantiu ao JC que, por enquanto, não há mudança, mas o próprio diretor da Febem de Bauru, Jorge Pinholi, em entrevista ao JC no final do mês passado, já havia sinalizado que pretendia deixar o cargo.

Extra-oficialmente, comenta-se que a nova presidente da Febem, a procuradora Berenice Maria Gianella, que assumiu o cargo anteontem, pode nomear outro diretor a qualquer momento, num processo de reestruturação da entidade. Independente da decisão dela, a informação extra-oficial é que Pinholi aguarda apenas a indicação de um outro nome, para não deixar o cargo vago, para pedir demissão.

Ele estaria disposto a colaborar com a Febem de Bauru, mas não mais no cargo de diretor. O Sindicato dos Trabalhadores em Assistência e Educação ao Adolescente e à Família do Estado Prisional (Sintraenfa), como já publicado pelo JC, defende que o cargo seja ocupado por funcionário de carreira, não mais indicado.

Para Heitor Theodoro da Silva, diretor do Sintraenfa e agente da Febem de Bauru, a mudança é certa. Ontem, ele anunciou que sete dos cerca de 60 funcionários da unidade local que estão em greve não receberam os seus salários. “Foi colocado falta para esses funcionários de Bauru, assim como para os que estão em greve em Lins, Iaras e Marília. Vamos enviar um ofício à Febem cobrando explicações desta decisão”, afirma.

Para Silva, os grevistas não poderiam ter os salários cortados. “Nós oficiamos a Febem que estamos em greve e que a greve foi considerada legal. Portanto, os funcionários não faltaram - eles estão em greve e ela é legal”, frisa.

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