A ponte aérea São Paulo-Florianópolis, sem escalas, dura menos de uma hora. De carro, saindo de Bauru, em torno de 15 horas. Percurso que pode ser quebrado com paradas em Curitiba e em outras praias catarinenses como Piçarras e Balneário Camboriú.
Como as companhias aéreas estão oferecendo passagens a preços vantajosos - R$ 270,00 (ida e volta pela TAM para saídas do Aeroporto de Congonhas) - a dica é ir de avião, mas alugar um carro na terra de Guga.
Sem ele é impossível conhecer os inúmeros encantos da cidade mais disputada do Brasil. Belezas que vão muito além de suas cantadas 42 praias.
O gostoso é sair sem compromisso. Rodar e ir parando conforme a vontade e a disponibilidade. Saindo da praia do Santinho rumo ao centro há dois caminhos: pela estrada principal e pelas praias. Opte pelo segundo e conheça com detalhes as praias dos Ingleses, Canasvieiras, Jurerê Convencional e Jurerê Internacional, Cacupé e as bucólicas Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui e Ribeirão da Ilha, de frente para o continente, onde vive o habitante típico da ilha, o manezinho.
Lugares que mantêm os costumes açorianos, o sotaque de seus habitantes, com casas térreas caiadas de branco, com uma porta e três janelões voltados para o nascer do sol.
Pare, fotografe e coma ostra. Os barzinhos à beira-mar são imperdíveis nesse quesito, oferecendo ainda sequências de camarrão - no bafo, frito, à milanesa, assado e no alho e óleo - com bons preços.
Com tantas praias e tantos lugares paradisíacos - na ilha e no continente - fique pelo menos uma semana em Floripa. Tempo para conhecer também a moçada sarada e bronzeada que freqüenta as praias Mole e Joaquina (chamada agora de Joaca), a Barra da Lagoa, com suas águas mansas e seu jeito de cidade do interior, Galheta, procurada pelos amantes do naturismo e a Lagoa da Conceição, imensa, cercada de restaurantes como o la Locanda Della Tortorella, onde uma família transformou suas vidas num eterno preparar de banquetes e fazer amigos.
É na Lagoa da Conceição que se pratica windsurfe e kitesurfe. A lagoa, aliás, é um dos lugares mais tradicionais da ilha. Boa parte dos moradores de lá descende dos mais de cinco mil açorianos enviados pela Coroa Portuguesa entre 1748 e 1756.
O objetivo era consolidar a posse da Ilha de Santa Catarina e ao mesmo tempo defendê-la.
Arredores radicais
Depois das praias, da lagoa e das ondas, atente para os arredores da ilha que têm muito mais a oferecer além de mar e sol. Quem gosta de aventura, contato com a natureza e esportes radicais encontra uma série de opções. Há dunas para a prática de sandboard, lagoa e ventos para windsurfe e kitesurfe, cachoeiras para cascading, pontos de mergulho e muito mais. Floripa, como é carinhosamente chamada, tem duas partes: uma continental e outra insular - a Ilha de Santa Catarina, com 439 quilômetros quadrados.
Desse total, 42% estão em área de preservação permanente.
As praias do norte e do centro da ilha são as mais badaladas, mas é no lado sul que a paisagem se transforma e, por um momento, nem se parece com uma Capital.
Conforme se avança na estrada que atravessa a ilha até a Praia de Naufragados, tanto a paisagem como as condições da via vão ficando cada vez mais rústicas. No caminho, sítios, plantações, casas simples e muito verde.
E a cidade ganha ares de vila de pescadores. Para quem procura aventura e contato com a natureza, sem muita badalação, esse é o lugar. A maior parte das praias desse lado costuma ter pouco movimento. A carona é costume difundido em Floripa. Mas se você não tem um espírito tão aventureiro assim ou não quer alugar um carro, pode contar com um serviço executivo. O Transporte Executivo Martins ( 0—48-9989-3402 e 0—48-247-1909) fica à disposição dos clientes.