Hoje, 10 de junho, é Dia de Portugal. Daquele Portugal velhinho que se vai renovando com o apoio do Mercado Comum Europeu. Portugal, de norte a sul, do Minho ao Algarve é um canteiro de obras a melhorar o paisagismo das suas encostas e dos seus montes, tendo como píncaro, o cimo da Serra da Estrela, onde se elaboram os famosos queijos, feitos de leite de cabra. Vinhos, azeitonas, azeite, chouriços, salpicões e bom bacalhau é o que não falta aos nossos irmãos de além-mar.
Hoje, Dia de Santa Olívia, é também o Dia de Camões. Nesta data, mais de 4.700.000 portugueses distribuídos pelos quatro cantos do mundo fazem os seus festejos, como se estivessem comemorando a Batalha de Ourique, vencida galhardamente por d. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, aos 25 de julho de 1139, quando regressou triunfalmente a Coimbra, com a possível indicação de ter sido a partir desse momento que o infante passou a intitular-se rei, para glória do povo lusitano.
Os portugueses, residentes no Brasil, são 1.200.000 e com seus braços fortes ajudando no progresso desta terra que abraçaram como sua segunda pátria. A tenacidade perseverante dos lusitanos atesta a grandeza da “santa terrinha”, como cognominam Portugal. Por isso, cumprem com honradez e obstinação o exercício da cidadania lusitana, da sua origem, elevando e glorificando o torrão pátrio e os heróis de tantos feitos.
Portugal será reverenciado em todo o globo terrestre, pela sua gente e seus descendentes, graças à robusta história de seus antepassados, principalmente a relacionada aos descobrimentos que marcaram época e permitiram que as possessões lusas se espraiassem pelos cinco continentes, apregoando, também, a língua portuguesa além dos seus horizontes: Goa, Damão, Dio, Macau e Timor, Santo Thomé e Príncipe, Angola, Cabo Verde, Açores, Ilha da Madeira e Brasil são as terras onde a expressão do linguajar lusitano fincou raízes.
Por tudo isso, cumprimentamos e saudamos todos os portugueses e luso-brasileiros, lembrando-os que nesta data, além dos heróis que se destacaram na história de Portugal, devemos reverenciar, também, a figura ímpar de Luís Vaz de Camões, o grande vate lusitano de cuja obra literária foram publicadas algumas peças de teatro (autos) como Anfitrião, El-rei Seleuco (1546), Filodemo (1555), muitos poemas e sua obra épica de grande valor e prestígio, além de ser a mais conhecida: Os Lusíadas (1572), que serviu de fonte para que muitos outros escritores, bebessem na fonte camoniana e sorvessem o néctar de seus conhecimentos.
O autor, Abel Abreu, é delegado de polícia